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Petit relata preconceito durante passagem pelo Barcelona; Figo descarta

Para francês, divisões no elenco do Barcelona eram fruto de nacionalismo - para ele, algo perto do racismo - Tony Marshall/EMPICS via Getty Images
Para francês, divisões no elenco do Barcelona eram fruto de nacionalismo - para ele, algo perto do racismo Imagem: Tony Marshall/EMPICS via Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

05/12/2019 19h47

Emmanuel Petit não guarda boas lembranças de sua passagem pelo Barcelona na temporada 2000/2001. Em declarações à rádio monegasca RMC Sports, o ex-meio-campista francês afirmou não ter conseguido se integrar com o restante do elenco.

Na entrevista, Petit deixa claro que sofreu com os pequenos grupos formados por companheiros no Barça, especialmente formados por holandeses e catalães. Para ele, entretanto, a divisão era fruto de preconceito - que ele classificou como racismo.

"Experimentei o racismo. Vivi dentro do vestiário do Barcelona", disse Petit. "Cheguei em um mau momento. Havia uma guerra no vestiário entre jogadores holandeses e catalães. Além disso, tínhamos como treinador (Lorenzo) Serra Ferrer, que não tinha força ou carisma suficiente para manejar a equipe", acrescentou.

Em sua tentativa de explicar sua justificativa, Petit disse acreditar que as "panelas" de companheiros eram baseadas apenas em nacionalismo. E, para ele, "o nacionalismo está próximo do racismo".

"Quando cheguei, me disseram para que não aprendesse espanhol, e sim o catalão. Eu dizia a eles que estava na Espanha, e eles me diziam que estava na Catalunha. Me fartei dessas coisas. Quando alguém se identifica demais, se aproxima do racismo", analisou.

Boa relação

A narrativa, porém, foi rebatida por Luis Figo, jogador do Barcelona entre 1995 e 2000. Segundo o jornal A Bola, o português - que também usou a expressão "racismo" para classificar a divisão citada - afirmou que ser sempre bem tratado pelos companheiros, sem divisões no elenco.

"No meu tempo, nunca senti qualquer tipo de racismo no vestiário, muito pelo contrário. Eu era estrangeiro e com quem me dava melhor era com os espanhóis", assegurou.

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