Topo

"Sempre que Messi ganhar, será justo". Blogueiros analisam prêmio da Fifa

Lionel Messi conquistou o prêmio "The Best", da Fifa - Claudio Villa/Getty Images
Lionel Messi conquistou o prêmio "The Best", da Fifa Imagem: Claudio Villa/Getty Images
do UOL

Do UOL, em Santos (SP)

24/09/2019 04h00

O argentino Lionel Messi conquistou ontem (23) o prêmio "The Best", da Fifa, e assim foi eleito o melhor jogador do planeta pela sexta vez na carreira. O camisa 10 do Barcelona desbancou Virgil Van Dijk, do Liverpool, e Cristiano Ronaldo, da Juventus.

Messi leva o prêmio mesmo não sendo tão favorito como em outros anos. E você, concordou com a decisão? Fizemos essa pergunta aos blogueiros do UOL Esporte. Veja o que eles opinaram:

ANDREI KAMPFF

Sim. Ele jogou menos do que sempre jogou, mesmo assim ainda joga mais do que todo terráqueo em atividade.

BOLÍVIA

É muito complicado definir critérios para se premiar o individual em um esporte coletivo. O sexto título do Messi é justo pelo que ele jogou sozinho. Não levou o Barça ao título continental, mas fez 51 gols em 50 jogos (pelo Barça). Se fosse o Van Dijk, também seria compreensível pela vitoriosa temporada no campeão Liverpool. Ao que parece, a Fifa mudou seu critério em relação ao ano passado, quando elegeu Modric e não Cristiano Ronaldo.

JUCA KFOURI

Sempre que Messi ganhar será justo. Quando não ganhou é que não foi.

MARCEL RIZZO

A Fifa deveria mudar seu sistema de votação para melhores do mundo. Votos de capitães e técnicos de seleções inexpressivas, por exemplo, levam a sempre os mesmos vencerem. Messi é um dos maiores da história, mas nessa temporada teria dado o prêmio a Van Dijk, que coroaria a ótima temporada do Liverpool campeão europeu.

MILTON NEVES

Messi não merecia, foi zero na Argentina recentemente e é nota 5,67 atualmente no Barça. Cristiano Ronaldo está em lenta decadência e o becão da Holanda era o cara da vez para mudar um pouco o braço da viola. Mas o grande derrotado foi o ausente do mala do Neymar.

PERRONE

Diferentemente de outras temporadas, dessa vez Messi não abriu larga vantagem sobre seus principais concorrentes. A disputa entre ele, Cristiano Ronaldo e Virgil van Dijk foi equilibrada. Qualquer um dos três poderia ter vencido sem que se pudesse falar em injustiça. Eu teria escolhido Messi mesmo. O argentino manteve o altíssimo nível apesar de o Barcelona ficar fora da final da Champions. Não vejo a eliminação na competição europeia como um fator que desmereça Messi.

PVC

Messi jogou muito. Aliás, o Barcelona só foi tão longe por causa dele. Mas o melhor da temporada (não melhor do mundo) foi Van Dijk. O zagueiro holandês deveria receber o prêmio.

RAFAEL REIS

A contestável vitória de Luka Modric no ano passado ensinou uma valiosa lição ao colégio eleitoral do The Best: o melhor jogador do ano não precisa ser necessariamente o jogador mais vitorioso do ano. Messi não ganhou a Champions, mas fez uma das melhores temporadas da sua brilhante carreira. Injusto seria se a fraqueza do Barcelona que ele carregou nas costas durante toda a temporada impedisse seu hexa. Van Dijk teve em 2018/19 espetacular, mas o Liverpool poderia ser campeão europeu sem ele. Já o Barça, sem Messi, teria sido uma vergonha ambulante.

RENATO MAURÍCIO PRADO

Sim. Messi é o melhor.

RODRIGO MATTOS

Messi foi Messi durante a temporada de 2018/2019 e, portanto, mereceu o título de melhor mundo na temporada. Ultrapassada a barreira dos 30 anos, foi capaz de mudar seu futebol, transformá-lo em mais cerebral e mais decisivo em menos lances, já que tem menos vigor para arrancadas durante toda a partida. A média de gols foi de quase um por partida, além de participações decisivas em ataques do Barcelona campeão espanhol. Levou o time até onde dava na Liga dos Campeões e foi batido por um Liverpool que se tornou uma força da natureza naquela partida. Van Dijk teve uma temporada brilhante, mas, considerada a participação individual de cada um, o argentino foi mais decisivo para seu time.

Esporte