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Polícia colhe depoimentos sobre venda de Paulinho pelo Vasco semana que vem

Alexandre Campello, em janeiro, teve de dar explicações ao Conselho Deliberativo sobre a transação - Paulo Fernandes / Flickr do Vasco
Alexandre Campello, em janeiro, teve de dar explicações ao Conselho Deliberativo sobre a transação Imagem: Paulo Fernandes / Flickr do Vasco
do UOL

Alexandre Araújo e Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

22/08/2019 16h52

Os envolvidos na venda do atacante Paulinho, ex-Vasco, começam a ser ouvidos na próxima semana pela Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Um inquérito foi aberto para investigar o presidente do Cruzmaltino, Alexandre Campello, e o Banco Paulista, por suposta transação ilegal após a negociação do jogador, que aconteceu em 2018, junto ao Bayer Leverkusen, da Alemanha.

A suspeita dos policiais é de que a conta utilizada pelo Vasco no Banco Paulista foi parte de uma ação para desviar o clube de credores, situação que, caso seja comprovada, pode ser enquadrada no crime de "fraude a credores". Essa informação foi publicada, inicialmente, pelo site do "Globo Esporte" e confirmada pelo UOL Esporte.

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Imagem: Divulgação

Em crise financeira, o Cruzmaltino tem sofrido com penhoras que têm asfixiado os cofres, inviabilizando a obtenção de um empréstimo de R$ 20 milhões aprovados pelo Conselho Deliberativo no final de junho e que, como consequência, têm deixado funcionários e jogadores com salários atrasados.

Está não é a primeira polêmica envolvendo a venda de Paulinho ao Bayern Leverkusen. No início deste ano, Campello concedeu uma entrevista coletiva para rebater suspeitas levantadas por membros da "Identidade Vasco" - grupo que fazia parte da gestão e rompeu com o mandatário - sobre a negociação. À época, o presidente mostrou documentos que comprovariam que a transação havia acontecido dentro dos conformes.

Além disso, Campello teve de dar explicações ao Conselho Deliberativo, uma vez que conselheiros exigiram documentos que detalhasse a relação do clube com o Banco Paulista, que ficou por quatro meses com a verba aplicada nos cofres, transferindo de forma fracionada às contas cruzmaltinas da Caixa Econômica Federal e do Bradesco. Segundo os opositores, na ocasião, a diretoria não havia apresentado o contrato entre as partes. Eles também questionaram o fato de o banco não repassar nenhum rendimento de juros pela aplicação milionária de cerca de R$ 76 milhões.

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