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Setor mais experiente do Cruzeiro vira nova preocupação neste início de ano

Léo e Cacá são os atuais zagueiros do Cruzeiro, mas não tiveram boas atuações nos últimos jogos - Bruno Haddad/Cruzeiro
Léo e Cacá são os atuais zagueiros do Cruzeiro, mas não tiveram boas atuações nos últimos jogos Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro
do UOL

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

21/02/2020 04h00

Já não é segredo que um 'novo Cruzeiro' está sendo escalado em 2020. Sem vários medalhões que deixaram o clube, Adilson Batista tem a tarefa de dar liga a um time repleto de garotos e com poucos remanescentes tarimbados. Mas são justamente os mais experientes que estão causando as maiores falhas no momento. Foi assim na derrota por 2 a 0 para o Tombense, na noite da última quinta-feira (20), em jogo atrasado do Campeonato Mineiro. Atletas como os zagueiros Léo e Cacá foram protagonistas negativamente nos lances dos gols sofridos.

Na partida contra o Tombense, Adilson Batista já parecia prever o caminho da derrota celeste. O técnico havia alertado o time sobre a necessidade de ganhar mais jogadas aéreas. No primeiro gol do jogo, o experiente Léo perdeu no alto para Rubens, que quase não pulou ao testar para as redes. Na etapa final, Cacá, que mesmo com seus 20 anos já carrega certa bagagem, também chegou atrasado para marcar Gabriel Lima, que escorou para Ortega e viu o companheiro fazer o segundo gol.

Depois de não ser vazado nos dois primeiros jogos do ano, o Cruzeiro sofreu oito gols nos cinco compromissos seguintes. As falhas defensivas primeiramente quase custaram a classificação na Copa do Brasil, quando a equipe mineira passou sufoco nos últimos minutos e só avançou com empate (2 a 2) com o São Raimundo de Roraima. A preocupação aumenta uma vez que sua linha defensiva não se enquadra numa categoria de inexperiência. Além de Fábio no gol, Edilson, Léo, Cacá e João Lucas (de 28 anos e que jogou o último Brasileirão pelo Ceará) são os titulares celestes.

Sair atrás do marcador também virou motivo de preocupação no Cruzeiro. Nos últimos cinco jogos, o adversário sempre marcou o primeiro gol do jogo. Somente contra o Tupynambás, lanterna do Mineiro, a Raposa conseguiu a virada. Contra América-MG, São Raimundo-RR (pela Copa do Brasil) e Patrocinense (no último lance do jogo), o time só ficou no empate. Por último, o time não esboçou reação nem mesmo quando esteve em vantagem numérica diante do Tombense. Apesar do poder de reação exaltado na maioria desses compromissos, as falhas e desatenções na defesa só dificultam a missão para que os garotos tentarem resolver no ataque.

Agora, o Cruzeiro ganhará uma folga para trabalhar esses pontos fracos, já que o Campeonato Mineiro não terá rodada no Carnaval. O próximo compromisso da Raposa será somente no dia 1º de março, contra o Uberlândia. Três dias depois, pegará o Boa Esporte, pela segunda fase da Copa do Brasil. E menos de uma semana depois, o time terá pela frente seu maior rival, enfrentando o Atlético-MG no Mineirão, mas na condição de time visitante.

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