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Palmeiras empata com Bahia e título é quase impossível; Borja brilha

do UOL

Do UOL, em São Paulo

17/11/2019 17h54

Um belo passe de Zé Rafael, neste domingo (24), acabou nos pés do colombiano Borja. Calmo, ele chutou rasteiro e venceu o goleiro Douglas, do Bahia. O gol coroou um segundo tempo quase brilhante do atacante do Palmeiras. Foi, também, a única coisa que os torcedores palmeirenses puderam comemorar hoje. O jogo em questão, Bahia x Palmeiras na Arena Fonte Nova, pela 33 ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, terminou empatado em 1 a 1. E praticamente definiu que o título do Brasileirão não ficará no Allianz Parque.

Com o resultado, o Palmeiras chega a 68 pontos. São 13 de desvantagem para o Flamengo, que jogou com reservas e mesmo assim venceu o Grêmio por 1 a 0. Como o time de Mano Menezes ainda tem 5 partidas até o fim do torneio, ainda pode chegar a 83 pontos e superar os cariocas. Mas, para isso, precisaria vencer todas as suas partidas até o fim do torneio. E ainda torcer para que o Flamengo, invicto há 21 jogos no Brasileirão, perca todos os seus confrontos.

Mais do que isso, o empate de hoje significa que o próprio Palmeiras pode dar o título ao Flamengo no próximo domingo. Enquanto o Fla estará vivendo o dia seguinte à final da Libertadores (contra o River Plate, no próximo sábado, 23, em Lima, no Peru), o alviverde encara o Grêmio no Allianz. Se não vencer, o título vai para a Gávea.

De volta ao jogo deste domingo, o Bahia abriu o placar com Arthur Caíke, em bela cobrança de falta no último lance do primeiro tempo, com Borja empatando no segundo tempo. Na próxima rodada, o Bahia encara o Goiás, fora de casa, para voltar à boa fase tentar encerrar a temporada com a tão sonhada vaga para a Libertadores da América.

Quem foi bem: Arthur Caíke

O atacante do Bahia era um dos jogadores mais lúcidos do confronto e as grandes chances do Bahia na primeira etapa aconteceram muito por causa da intensidade que o atacante colocava quando tinha a posse de bola. Quando tudo apontava para uma ida aos vestiários com 0 x 0 no placar, Arthur Caíke cobrou a falta com perfeição — aproveitando erro de Deyverson na barreira — e abiu o placar a favor dos donos da casa.

Quem foi mal: Gustavo Scarpa

O meia palmeirense teve uma atuação fraca, com pouca participação ofensiva e dificuldade de se desvencilhar da forte marcação dos donos da casa. Como consequência, o Verdão não conseguiu criar pelo meio-campo e o time teve mais um desempenho abaixo do esperado no ataque, sendo que Scarpa deixou o campo no intervalo, ao ser substituído por Lucas Lima.

Atuação do Bahia
Malcon Robert/AGIF
Imagem: Malcon Robert/AGIF

Mesmo enfrentando uma equipe sólida e que ainda briga pelo título do Campeonato Brasileiro, o Bahia não se retraiu e comandou o ritmo da partida nbo primeiro tempo, com velocidade e intensidade no campo de ataque, principalmente com Élber e Arthur Caíke. O domínio baiano foi fundamental para que o time conseguisse ir para o intervalo com a vantagem, após bela cobrança de falta nos segundos finais da primeira etapa.

No entanto, a intensidade da equipe diminuiu no segundo tempo e os donos da casa viram o Palmeiras ter um maior controle do jogo, pressionando mais a saída de bola e finalizando no gol do goleiro Douglas, algo que não tinha acontecido nos primeiros 45 minutos. O mau desempenho dos mandantes no segundo tempo custou caro, tanto que o Bahia sofreu o empate e ficou muito perto de levar a virada.

Jhony Pinho/AGIF
Imagem: Jhony Pinho/AGIF
Atuação do Palmeiras

O Palmeiras começou o jogo de maneira conservadora, com poucas ações ofensivas e muita dificuldade para encontrar espaço na defesa adversária, que marcava muito bem Dudu e Gustavo Scarpa, principais nomes no elenco do Verdão. Como consequência, o time paulista só não saiu em uma situação pior na primeira etapa por causa das intervenções seguras do goleiro Wéverton.

Na segunda etapa, Mano trocou, colocou Lucas Lima no lugar de Scarpa e Borja no lugar de Deyverson, e o time melhorou. Tanto que foi do colombiano o gol de empate, aproveitando passe de Zé Rafael. Ele ainda protagonizou outros lances de perigo, incluindo uma bela enfiada para Lucas Lima no fim do jogo, que quase acabou em gol do meio-campista.

História do Jogo

A partida começou com o Bahia com a posse de bola e com muita velocidade, característica do trio de ataque formado por Élber, Arthur Caíke e Gilberto. Com isso, os donos da casa tiveram a primeira oportunidade do confronto logo aos três minutos, após Élber dar belo passe para Ronaldo, na entrada da área, porém o volante errou o domínio e desperdiçou grande chance de abrir o marcador.

Pouco tempo depois, os donos da casa fizeram mais uma jogada inteligente no ataque e o gol de Gilberto só não saiu por causa da excelente intervenção do goleiro Wéverton, que espalmou chute cruzado do atacante após erro da defesa alviverde. O arqueiro alviverde teve que aparecer novamente aos 36 minutos, após Élber ganhar na corrida de Vitor Hugo e finalizar com força.

Quando tudo indicava que os dois times iriam para o intervalo com o placar inalterado, Arthur Caíke cobrou falta sofrida por Gilberto e estufou as redes defendidas por Wéverton, que nada pôde fazer.

No segundo tempo, o Palmeiras conseguiu equilibrar melhor as coisas, principalmente pela queda de intensidade do Bahia e chegou ao empate após grande jogada entre Zé Rafael e Borja.

A Torcida

Mesmo com a má fase do time, o torcedor do Bahia não deixou a desejar e compareceu em bom público para empurrar a equipe rumo à vitória, algo frequente em toda a temporada do clube, que se destacou pelo futebol apresentado e pelo estádio cheio nas partidas em casa.

Ficha Técnica
Bahia 1 x 1 Palmeiras

Campeonato Brasileiro da Série A - 33° Rodada
Local:
Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Michael Coreia (RJ)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Cartões Amarelos: Flávio e Ronaldo (Bahia)
Público e Renda: 23.194 e R$ 551.621,00
Gol: Arthur Caíke, aos 47 minutos do primeiro tempo e Borja aos 25 minutos do segundo tempo

Bahia: Douglas; João Pedro, Wanderson, Lucas Fonseca e Moisés; Flávio (Shaylon), Gregore e Ronaldo; Élber, Arthur Caíke e Gilberto (Fernandão). Técnico: Roger Machado

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique, Gustavo Scarpa (Lucas Lima), Zé Rafael (Willian) e Dudu; Deyverson (Borja). Técnico: Mano Menezes

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