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Crise Corinthians x Caixa faz oposição acusar Andrés e pedir reunião

Andrés Sanchez divulgou acordo com Odebrecht e explicou crise com a Caixa - Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Andrés Sanchez divulgou acordo com Odebrecht e explicou crise com a Caixa Imagem: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
do UOL

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/09/2019 18h14

A crise envolvendo Corinthians e Caixa Econômica Federal causou um protesto do "Movimento Corinthians Grande (MCG)", um dos principais grupos oposicionistas da atual diretoria do Timão. O grupo divulgou nota oficial acusando o presidente Andrés Sanches de mentiroso nos acordos com Caixa e até Odebrecht.

Além disso, o "Movimento Corinthians Grande" exige uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para que o presidente corintiano explique os acordos com o banco estatal e a construtora.

"As parcelas da Caixa, que se afirmava estar em dia, descobriu-se que nunca estiveram. O propagado acordo com a Caixa para pagamento de parcelas menores durante os meses com poucos jogos, também se descobriu, com uma execução judicial no valor de R$ 536 milhões, que nunca existiu", diz o comunicado.

"A quitação financeira com a construtora Odebrecht é a mais nova mentira, desta vez ao vivo pra todo o Brasil. Esperamos e pedimos que o Conselho seja reunido o quanto antes para deliberar sobre o tema, mas seria muito melhor para todos que o presidente encerrasse por conta própria o seu papel nesse assunto", completou.

O comunicado se refere ao momento em que Andrés Sanches mostra a imprensa rapidamente o documento assinado com a construtora em relação ao pagamento da dívida da Arena. Apesar das acusações sobre o acordo com a Odebrecht, a construtora confirmou a assinatura do contrato com o Corinthians ao Blog do Perrone.

Na semana passada, o Corinthians recebeu uma notificação extrajudicial da Caixa Econômica Federal, referente à dívida do clube de quase R$ 500 milhões em relação a Arena Corinthians. O aviso enviado pela empresa estatal exige a execução da dívida do Alvinegro.

No acordo com a Caixa, o Corinthians pagava R$ 5,7 milhões por mês. Está acertado que, em meses de poucos jogos (novembro, dezembro, janeiro e fevereiro) e, consequentemente, menos receitas de bilheteria, o clube pagaria o valor de parcela aproximadamente de R$ 2,5 milhões.

Já com a Odebrecht, o Corinthians divulgou acordo que para redução do valor da dívida da Arena. A construtora cobrava pouco mais de R$ 1 bilhão por conta dos juros aplicados no período de construção, mas a dívida reduziu para R$ 160 milhões com o acordo. A diretoria do Timão alega que este valor ainda deve cair este ano.

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