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Mesmo com venda milionária de Antony, São Paulo não pretende buscar reforço

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
do UOL

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

27/02/2020 04h00

O São Paulo fechou nos últimos dias a venda de Antony por 22 milhões de euros (R$ 104,94 milhões), sendo inclusos 6 milhões de euros de bônus por metas para o jogador atingir no Ajax. De quebra, o Tricolor paulista vai receber mais 7 milhões de euros por 20% dos direitos de David Neres. Ainda assim, o clube não pretende ir para o mercado da bola para buscar reforços.

Quando a negociação foi concretizada, muitos torcedores começaram a imaginar quem o time do Morumbi poderia trazer para reforçar o seu elenco. No entanto, como vive um momento turbulento em suas finanças, o São Paulo não acredita ser a hora de gastar com reforços.

Além disso, os integrantes do departamento de futebol consideram que o Tricolor paulista tem um elenco forte o suficiente para disputar as primeiras colocações nos torneios que for participar.

Como a janela de transferência para a Holanda está fechada, Antony vai permanecer no São Paulo até o segundo semestre — e deve reforçar a equipe do Morumbi no Estadual, na primeira fase da Libertadores e em algumas rodadas do Brasileirão. Para o confronto deste domingo (1º), contra a Ponte Preta, porém, ele é dúvida porque sofreu entorse no tornozelo esquerdo durante o treino de ontem (26), no CT da Barra Funda.

No ano passado, o clube fechou com um déficit de R$ 180 milhões. Os números ficaram muito abaixo da expectativa traçada no orçamento em grande parte por causa das eliminações precoces na Copa Libertadores e na Copa do Brasil.

Outro motivo que fez com que o déficit aumentasse foi o acordo judicial com Ricardinho. O clube deve pagar R$ 30 milhões às empresas RES Empreendimentos e Participações e Time Traveller Turismo. O valor é de uma dívida pela contratação do meia Ricardinho do rival Corinthians em 2002, e será diluído ao longo dos próximos anos.

Neste ano, o São Paulo já chegou a atrasar os salários dos jogadores em carteira e ainda está com os direitos de imagem de alguns atletas atrasados.

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