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Mãe de Eliza Samúdio teme que Bruno jogue perto de sua casa: "Apavorante"

19.nov.2012 - A dona de casa Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, no fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (MG), onde ocorreu o julgamento da morte de sua filha, ex-namorada do goleiro Bruno - Alberto Wu/FuturaPress
19.nov.2012 - A dona de casa Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, no fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (MG), onde ocorreu o julgamento da morte de sua filha, ex-namorada do goleiro Bruno Imagem: Alberto Wu/FuturaPress
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/01/2020 17h12

Sônia Moura, mãe de Eliza Samúdio, desabafou sobre o assassinato da filha, os cuidados com o neto e a ideia de fazer uma minissérie sobre a vida do goleiro Bruno. Em entrevista por telefone à RedeTV! na tarde de hoje, ela disse como tem sido a vida nestes 10 anos em que o corpo da modelo jamais foi encontrado.

Ela teme por sua segurança com o atleta solto e com possibilidades de jogar no Mato Grosso - Sônia vive no estado vizinho, Mato Grosso do Sul. "Ele estar perto de mim é apavorante. Estou com medo. Eu não teria coragem de deixar o Bruninho com ele a sós", desabafa. O Operário-MT, no entanto, anunciou hoje que pode desistir da contratação, depois da repercussão negativa.

Após a morte de Eliza, o filho — que completa 10 anos em fevereiro — foi encontrado com meses de vida em Belo Horizonte. "Se a polícia não tivesse encontrado meu neto, ele estaria morto. Eu acredito que o objetivo do Bruno foi esse, e quem me garante que ele não iria acabar o serviço que começou lá atrás?", acusa.

Sônia defende a filha: "Independente das escolhas da vida dela, nada dá direito de alguém tirar a vida dela. Ninguém provou que ela era garota de programa. Filme pornô ela fez, assim como muitos atores. Minha filha não está aqui para se defender".

Ela diz o que acha que deveria ser feito com Bruno. "Ele deveria estar ao menos com uma tornozeleira eletrônica, pois está cumprindo a pena em (regime) semi aberto. Ele tem vida normal, mas baseado em que esse juiz deixa o Bruno passear? Que órgão fiscaliza a hora que ele se recolhe?", questiona.

Sônia crê que a história poderia ter sido outra caso a polícia tivesse prestado atenção às denúncias da filha. "Se na hora que ela foi fazer a denúncia a polícia tivesse acatado, ela estaria viva hoje. O delegado riu da cara dela. Antes de morrer ela tinha cinco boletins de ocorrência contra o Bruno. O fato de ela ter sido comida por cães onde foi morta não tem como provar", lamenta.

Sobre a série que pode ir ao ar pela Rede Globo, contando sobre o assassinato, a mãe de Eliza se manifestou contra: "Estão denegrindo a imagem dela. É triste para mim, vários comentários ofensivos de mulheres, é uma vergonha".

"Até hoje não tive assistência de ninguém. Direitos humanos defende bandido, a família da vítima não tem direito a nada", completou.

Ouça o podcast Posse de Bola, a mesa redonda do UOL sobre futebol, com Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira.

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Errata: o texto foi atualizado
Sônia Moura mora no estado de Mato Grosso do Sul, e não no estado de Mato Grosso. A informação foi corrigida.

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