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Atlético Nacional vai à Fifa para cobrar dívida do Palmeiras por Borja

Borja comemora gol com a camisa do Palmeiras - Jhony Pinho/AGIF
Borja comemora gol com a camisa do Palmeiras Imagem: Jhony Pinho/AGIF
do UOL

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

05/12/2019 15h34

Resumo da notícia

  • Atlético Nacional vai à Fifa e pede pagamento de uma dívida por Borja de US$ 3 milhões
  • O Palmeiras alega que a dívida só precisa ser paga no término da operação de Borja, ou seja, na saída do atacante
  • Atacante custou US$ 10 milhões por 70% de seus direitos e pode custar mais US$ 3 milhões

O presidente do Atlético Nacional, Juan David Pérez, afirmou em entrevistas para veículos da Colômbia que foi à Fifa para reclamar de uma dívida de US$ 3 milhões (cerca de R$ 12,5 milhões) do Palmeiras em relação à negociação do atacante Miguel Borja. O Alviverde, por sua vez, entende que o pagamento precisa ser feito apenas quando o atleta for negociado ou quando seu contrato for encerrado.

Borja desembarcou no Brasil por US$ 10 milhões por 70% de seus direitos e um contrato até o final de 2021.

No contrato feito entre as equipes, ficou estabelecido que o time colombiano ficaria com 30% dos direitos econômicos do atacante e, até o dia 10 de agosto deste ano, precisaria informar se gostaria de continuar com essa porcentagem ou converter em US$ 3 milhões.

Não há, no entanto, uma data estipulada para que o pagamento seja feito. O Palmeiras entende que a dívida venceria apenas com a saída de Borja do Palmeiras, enquanto o Atletico gostaria de receber o total já no dia 10 de agosto.

"Não fomos notificados pela Fifa sobre o caso, mas se a Fifa nos chamar, nós colocaremos o nosso posicionamento. Eles nos enviaram uma notificação que gostariam de converter os direitos no dinheiro e já enviaram a conta para o depósito. Mas a gente não entende assim. Entendemos que eles tinham até o dia 10 de agosto para avisar da opção, se eles queriam os direitos em valores absolutos ou se continuariam com a porcentagem, mas não que o pagamento precisaria ser imediato", afirmou o diretor jurídico, André Sica.

"Nós entendemos que o pagamento precisa ser feito quando a operação for encerrada. Não faz sentido liquidar isso agora, com a operação em andamento", completou.

Na prática, a cláusula daria a opção de o Atlético Nacional lucrar ainda mais com uma revenda futura ou optar pela segurança dos US$ 3 milhões.

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