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K-pop? Coreia do Sul sofre para romper fronteiras da Ásia no futebol

Son ganhou manchetes neste mês por ter provocado grave lesão em André Gomes, do Everton - VI Images/Getty Images
Son ganhou manchetes neste mês por ter provocado grave lesão em André Gomes, do Everton Imagem: VI Images/Getty Images
do UOL

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

18/11/2019 18h52

Resumo da notícia

  • Apenas seis jogadores da seleção sul-coreana jogam fora da Ásia
  • Son, astro do Tottenham, é o atleta mais famoso desta geração
  • Outros quatro atletas jogam no futebol europeu. Um disputa a MLS, dos EUA
  • Comissão técnica brasileira pede que adversário não seja menosprezado

O k-pop é um estilo musical oriundo da Coreia do Sul que se tornou febre entre jovens e adolescentes. Um fenômeno que foi capaz de lotar o estádio do Palmeiras e invadir até programas "maduros" como Encontro com Fátima Bernardes e Conversa com Bial, na Rede Globo. O futebol do país sofre para conseguir superar as barreiras da Ásia.

Da seleção convocada para a data Fifa deste mês, que inclui o jogo das 10h30 de amanhã (19) contra o Brasil, apenas seis jogadores atuam fora do continente. O mais famoso é Son Heung-min, estrela do Tottenham, da Inglaterra, e motivo de maior preocupação na comissão técnica brasileira.

"A Coreia é uma equipe que a gente menospreza de uma forma geral, mas tem grandes participações em Copas do Mundo. Venceu a Alemanha na última, por exemplo. E tem jogadores importantes em clubes importantes, como a gente viu em Senegal e Nigéria. Eles mudam muito a forma e o sistema de jogo. Será uma grande experiência", disse o auxiliar técnico Cleber Xavier, no dia do anúncio dos convocados da seleção, no mês passado.

O desempenho em Copas citado por Cleber Xavier tem mais a ver com o quarto lugar alcançado em 2002, quando a Coreia foi uma das anfitriãs do Mundial. Depois disso, o país só passou pela fase de grupos em 2010, quando acabou eliminado pelo Uruguai nas oitavas de final. A mencionada vitória sobre a Alemanha foi na última rodada da chave em 2018, com os coreanos já eliminados e os alemães em crise.

Há, de fato, uma expectativa pelo crescimento da Coreia do Sul para os próximos anos. Afinal, além do sucesso de Son no Tottenham, dois jogadores mais jovens começam a mostrar bom futebol na Europa:

  • Lee Kang-in, que tem 18 anos, fez todas as categorias de base no Valencia, da Espanha, e tem ganhado mais espaço no profissional;
  • Hwang Hee-chan, de 23 anos, que é destaque no Red Bull Salzburg, da Áustria, e o quarto melhor no ranking de assistências da atual edição da Liga dos Campeões da Europa.
Hwang Hee-chan, sensação do Red Bull Salzburg, da Áustria, em jogo contra o Napoli - REUTERS/Leonhard Foeger
Hwang Hee-chan, sensação do Red Bull Salzburg, da Áustria, em jogo contra o Napoli
Imagem: REUTERS/Leonhard Foeger
A lista de sul-coreanos "forasteiros" tem ainda Hwang Ui-Jo, que defende o Bordeaux, da França, Kwon Chang-hoon, do Freiburg, da Alemanha, e Hwang In-beom, do Vancouver Whitecaps, que é do Canadá, mas disputa a MLS, principal liga de futebol nos Estados Unidos. Entre os que seguem no futebol asiático, dois atuam na China, dois no Qatar e quatro no Japão. Os outros nove convocados são da liga local.
Nesta data Fifa, a Coreia do Sul já fez uma partida. Na quinta-feira passada, empatou sem gols com o Líbano e se manteve na liderança do Grupo H das Eliminatórias da Ásia para a Copa do Mundo de 2022. Em quatro partidas, somou duas vitórias e dois empates. Como a chave tem cinco times, ganhou folga e pôde marcar esse amistoso contra o Brasil, que vem de derrota para a Argentina.

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