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Operação Libertadores: Grêmio aposta em "noites de sono" para reforçar time

Na avaliação da comissão técnica do Grêmio, os jogadores estão desgastados -  Jeferson Guareze/AGIF
Na avaliação da comissão técnica do Grêmio, os jogadores estão desgastados Imagem: Jeferson Guareze/AGIF
do UOL

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

18/10/2019 04h00

O Grêmio perdeu para o Bahia em sua última partida dos titulares antes do jogo de volta da semifinal da Libertadores contra o Flamengo, na próxima quarta-feira (23). E após o duelo, a justificativa para o rendimento aquém do esperado foi o cansaço. Por isso, a "operação Libertadores" teve início e será pautada pelo descanso.

Evitar a fadiga é o principal objetivo do Grêmio. Por isso, a direção fretou voo e a delegação partiu ontem (17) para Fortaleza, onde está marcada a partida do próximo sábado pela 27ª rodada do Brasileiro. Nenhum titular estará em campo.

Tudo para lutar contra qualquer reflexo negativo que o esforço possa ter. Depois da derrota para o Bahia, jogadores reclamaram de "perna pesada" e o técnico Renato Gaúcho teve que se desdobrar para manter uma equipe aceitável, sob a ótica do rendimento atlético, em campo.

"Minha equipe estava muito presa. Não tivemos a movimentação que estamos acostumados a ter. Perguntei no intervalo se alguém estava cansado. O Maicon falou que estava, o Cortez também se queixou. Eu disse que não poderia trocar todo mundo no intervalo, porque do jeito que estavam jogando, acabaríamos com sete jogadores. Esperei tudo que deu para mexer no time, mas ficamos muito abaixo do esperado", explicou Portaluppi.

O desgaste dos atletas que serviram à seleção, a rotina de jogos e treinos e até mesmo o foco psicológico pesam no momento gremista. A recuperação no Brasileiro caminha lado a lado com o momento decisivo na Libertadores e aumenta o peso do ambiente.

"Tivemos três jogadores vindos de seleção [Matheus Henrique e Everton, do Brasil, Kannemann, da Argentina]. Eles estavam muito abaixo da parte física. São 30 horas de viagem, jogadores importantes, muito desgaste. São muitos jogadores com as pernas cansadas", completou.

Por isso, a ideia é reverter o quadro. A "operação Libertadores" vai controlar o sono, a alimentação, o desgaste e manter o grupo em uma semana de reclusão total até o enfrentamento que vale vaga na decisão.

"É descanso, alimentação, boas horas de sono. A parte física, no estágio que estamos, chegando ao final do ano, não adianta. E eu agradeço à direção do clube porque temos o voo fretado, isso ajuda bastante. Agora vamos descansar os jogadores. Há pouco tempo o Grêmio tinha três competições, agora são duas. Nessas horas o melhor treinamento físico, técnico, tático, é o descanso do jogador, alimentação, boas horas de sono, para poder recuperar todos. Dormirem bem é essencial, muitos jogadores tem criança pequena em casa, a criança chora no meio da noite, o jogador acorda e precisa correr no dia seguinte. Mas terão agora esse descanso, alimentação, e é o que podemos fazer. Isso é fundamental e muitas vezes é o melhor treinamento para o jogador é ter o que eles terão até lá", acrescentou Portaluppi.

O Grêmio empatou em 1 a 1 com Flamengo o jogo de ida da semifinal da Libertadores. Para decidir a competição continental precisa vencer ou empatar desde que marque dois ou mais gols (2 a 2, 3 a 3, 4 a 4...). Ao Fla basta vencer ou empatar em 0 a 0. Uma nova igualdade em 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis.

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