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Marina Rodriguez rebate provocação de Cynthia Calvillo: "Difícil é fazer"

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

05/12/2019 15h10

No próximo sábado (7), Marina Rodriguez e Cynthia Calvillo se enfrentam na co-luta principal do UFC Washington. E, às vésperas do evento, a americana esquentou a rivalidade entre as duas ao provocar sua rival. De acordo com a peso-palha (52 kg) da 'Team Alpha Male', se o confronto for para o chão, será 'game over' para a brasileira - que, obviamente não concorda com essa opinião. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, a especialista em muay-thai rebateu à altura a alfinetada de sua adversária.

Invicta como profissional de MMA, com 12 vitórias e um empate em seu cartel, Marina condenou a postura provocativa de Calvillo. De acordo com a atleta da 'Thai Brasil', o fato da americana ser especialista na luta agarrada não impede que ela também possa ser surpreendida nessa área do jogo.

"Essa atitude dela, ela é uma daquelas atletas que falam, falam muito antes do combate. Essa declaração dela só me faz crescer para a luta, a minha vontade de vencer e buscar a vitória. É algo que não vejo em mim, não trocaria farpas fora do octógono. Para mim o importante é o que se faz dentro da luta. E falar qualquer uma fala, difícil é fazer. Isso só tem a me fazer crescer, minha vontade de entrar lá, impor meu jogo e sair com a vitória", rebateu Rodriguez, antes de afirmar que pode surpreender a rival em sua especialidade.

"Na maioria das minhas lutas não tive a oportunidade de mostrar minha parte de chão, meu jogo no chão. Venho evoluindo muito a cada luta, apesar de não ter tido a possibilidade de mostrar na luta. Claro, prefiro o jogo em pé, o muay-thai é o meu jogo base, onde estou sempre em evolução. Mas onde posso surpreender é nisso, ela acha que é 'game over' se for para o chão, mas estou bem preparada, a gente treina e a cada luta evolui mais a parte de chão e defesa de quedas. E se bobear pode pintar uma finalização aí minha em cima dela", completou a brasileira.

Apesar de ser oriunda do muay-thai, Marina ainda não conseguiu aplicar nenhum nocaute em sua breve trajetória no Ultimate até então. Mas para o confronto deste sábado, a brasileira está mais motivada do que nunca para quebrar essa escrita no UFC. Após a alfinetada que recebeu de Calvillo, a peso-palha admitiu que vencê-la pela via brutal rápida teria um gosto especial.

"Dá, com certeza dá um gosto a mais (conseguir o primeiro nocaute no UFC contra ela). Mas mais do que isso, no treinamento para essa luta, a gente conseguiu evoluir bastante a precisão nos golpes e ajustes na mira para conseguir o nocaute. Sei que na carreira tenho vários nocautes, mas a nível internacional estou buscando essa evolução aos poucos, não tenho pressa, sei que na hora certa vai acontecer. Se ela vier para realmente lutar, trocação, para o 'in-fight', pode ter certeza que, dessa vez, o nocaute vem", concluiu Rodriguez.

Atual número 9 no ranking da companhia, Marina visa manter sua invencibilidade no esporte para alçar voos ainda mais altos na temporada de 2020. Sua próxima rival vive situação similia. Cynthia ocupa a 10ª colocação na listagem e procura manter a boa fase, embalada por duas vitórias consecutivas.

 

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