Topo

Queda na Libertadores foi dura, mas conseguimos nos restabelecer, diz Leco

Leco, presidente do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Leco, presidente do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
do UOL

João Vitor Miranda

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/08/2019 08h49

A eliminação precoce do São Paulo antes da fase de grupo da Copa Libertadores foi o pior momento do time no ano e deu início a uma crise que se agravaria ainda mais com a queda na Copa do Brasil, disse o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O cartola foi o convidado de ontem do programa "Aqui com Benja", do canal Fox Sports.

Segundo Leco, a crise passou, o time conseguiu se restabelecer e voltar a brigar por títulos. "A queda na Libertadores foi muito dura. O resultado ruim em Córdoba, e não conseguirmos reverter depois. Aí, caímos na Copa do Brasil. O quadro se pintou da pior forma possível, mas, quatro meses depois, conseguimos restabelecer o nosso rumo de sempre buscar e brigar por títulos", afirmou.

O São Paulo é o quarto colocado no Campeonato Brasileiro, com 30 pontos, dois a menos que o líder Santos.

Na conversa com o apresentador Benjamin Back, Leco eximiu o diretor de futebol Raí de culpa por ter efetivado André Jardine como treinador do São Paulo. Jardine era o técnico quando o São Paulo caiu na Libertadores.

"O Jardine foi uma ideia nossa, Raí e eu. Eu reconhecia no Jardine qualidades que ele tem. (...) Nós entendemos que aquele era o momento [de efetivá-lo como treinador da equipe principal]. (...) Infelizmente, o trabalho dele não deu certo porque os resultados não contribuíram. A culpa não foi do Raí, que também é um grande profissional. E se erramos, erramos juntos", declarou.

Contratação de Daniel Alves

Ao falar sobre a contratação do lateral direito Daniel Alves, Leco disse que sempre acreditou que a transação seria possível, apesar do status que o jogador possui. De acordo com o cartola, o "namoro" entre o lateral e o São Paulo teria começado durante a fase eliminatória para a Copa do Mundo de 2018.

"Quando o nome do Dani Alves chegou para mim, eu acreditei, porque as coisas já tinham se desenrolado de uma forma que eu achei que fosse possível. Eu fui chefe da delegação brasileira durante as eliminatórias para a Copa da Rússia. Eu convivi com os jogadores. No dia em que a seleção veio treinar aqui [no CT do São Paulo], eu dei de presente ao Dani Alves, duas camisas do São Paulo, para levar aos filhos. E outro dia, ele me disse que o namoro começou ali. Eu não estava namorando, mas ele sentiu isso. Quando ele encerrou o vínculo no PSG, ele deixou a possibilidade aberta, e nós fomos para cima", disse.

Segundo Leco, foram vários fatores que ajudaram a convencer o lateral a assinar contrato com o clube. "O tempo de contrato foi um fator, mas não só isso. Apresentamos um projeto para ele. Ele quer jogar a próxima Copa do Mundo, e isso está no projeto. Nosso marketing e comunicação foram importantes. O Dani Alves viu isso e confiou. Temos coisas no contrato que não são só o São Paulo pagando. Temos outras fontes pra atender essa ousada demanda."

O cartola disse que ficou emocionado e comemorou quando o lateral aceitou jogar para o clube do Morumbi. "Fiquei muito feliz e emocionado quando soube que o Daniel Alves viria. Primeira coisa que eu fiz foi mandar uma mensagem para os meus filhos e minha neta. O São Paulo precisava disso. O são-paulino está carente. O são-paulino está ávido de comemorar."

Briga com Rogério Ceni

Leco também falou sobre a polêmica com o ídolo do clube Rogério Ceni, que foi contratado como treinador e demitido pelo cartola em 2017.

"Rogério Ceni é uma história que terminou de um jeito que eu não imaginei que se desdobrasse e ficou ruim da minha parte. Ele não recebeu bem a ideia de não continuar no São Paulo. E, certo ou errado, eu entendi que a gente precisava mudar naquele momento. Ele está demonstrando sua qualidade, resultados, tem suas perspectivas. Desejo sucesso.", declarou.

A motivação para demitir Ceni, segundo Leco, foi o mal desempenho do time dentro de campo. "Com o Rogério Ceni, foram três eliminações [Campeonato Paulista, Sul-Americana e Copa do Brasil] e estávamos na zona de rebaixamento [do Campeonato Brasileiro]. E a zona de rebaixamento é traumática."

Sobre um possível retorno do ex-goleiro ao clube, Leco afirmou que será difícil recontratá-lo como treinador sob sua gestão. "Não sei se gostaria de vê-lo novamente no São Paulo. A experiência comigo não foi boa, mas ele tem qualidades e está fazendo o caminho dele. Se fizer um bom trabalho e chegar aqui de novo --o que não vai ser comigo, porque ele já disse isso-- vou torcer para que tenha sucesso."

Mais Esporte