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Relson Gracie alega uso de maconha medicinal; juiz analisa caso

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

27/01/2020 15h23

Relson Gracie, de 66 anos, foi preso no último sábado pela Polícia Rodoviária Federal após ser flagrado com drogas em suas bagagens durante trajeto na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Piraí, no Sul Fluminense. De acordo com as autoridades, havia 'skunk' e outros derivados de maconha nos pertences do mestre de jiu-jitsu. Encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda - onde é mantido sob custódia até o caso ser decretado -, o membro da família Gracie alega uso da substância para fins medicinais. O juiz responsável pela decisão deve decretar a sua decisão ainda hoje.

De acordo com a assessoria da Delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda, existe a alegação de uso medicinal das substâncias proibidas por parte da defesa do representante da família Gracie. Desta forma, Relson aguarda o decreto da Justiça para definir seu futuro - que pode ir de soltura imediata até prisão decretada por tráfico internacional de drogas.

"O problema todo é como foi recepcionado pelo juiz. Porque tem uma alegação de uso próprio medicinal. Então não se sabe o que juiz vai decidir. Ele (Relson) pode, inclusive, não responder por nada se for tratamento medicinal, ou algo dessa natureza. Já teve a audiência no sábado. Hoje, ele (juiz) vai decidir. Vai expedir o decreto judicial e ver o que vai fazer. Se ele determina soltura, se vai ser convertido em prisão preventiva em presídio, se responde pelo crime, mas em liberdade... Então tem várias hipóteses", ressaltou o assessor da Delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda, antes de complementar.

"Caso seja decretado o pedido de prisão, ele (juiz) vai qualificar. Vai dizer se é simples tráfico, se é consumo, ou se é tráfico internacional. Mas por ora é mera especulação. Ele (Relson) está aguardando a decisão do juiz, da Justiça", completou.

Vale ressaltar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso de produtos à base de cannabis no Brasil - em votação em dezembro -, o que deve ser regulamentado a partir de junho deste ano. Portanto, na prática, pacientes com recomendação e receita médica para o uso de produtos com THC e/ou CBD, substâncias presentes na planta, poderão comprar os medicamentos direto nas farmácias, o que anteriormente era proibido.

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