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Rony explica "novela" no Athletico e admite papo com técnico do Corinthians

Rony é apresentado no Palmeiras ao lado de Anderson Barros (esq.) e Edu Dracena (dir.) - Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Rony é apresentado no Palmeiras ao lado de Anderson Barros (esq.) e Edu Dracena (dir.) Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
do UOL

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

27/02/2020 15h17

Apresentado nesta quinta-feira (27) como reforço do Palmeiras, Rony foi pivô de uma verdadeira novela que se arrastou desde o início do ano. Depois de ter a renovação dada como certa no Athletico-PR e ser citado como alvo do Corinthians, ele acabou negociado com o Alviverde por quase R$ 30 milhões por 50% de seus direitos econômicos.

O agora camisa 11 admitiu em sua apresentação que Tiago Nunes, técnico do Corinthians e seu comandante no ano passado na equipe da Arena da Baixada, tentou ligar para fazer a diferença nas negociações. Ele revelou, inclusive, que a boa relação com o diretor de futebol, Anderson Barros, foi determinante para a sua escolha.

"O Tiago, sim, me ligou. A gente conversou, mas nada demais. Fiquei feliz de duas equipes grandes do cenário brasileiro brigando. Antes de entrar o Palmeiras, o Corinthians também estava na briga. Depois o Palmeiras entrou e nós conhecemos o Anderson Barros desde os tempos do Botafogo, temos uma relação boa e deu tudo certo. Hoje estou feliz de estar no Palmeiras", afirmou o atleta em sua primeira entrevista na Academia de Futebol.

Antes do acerto final, Rony teve a sua renovação acordada no Athletico-PR, mas as conversas não evoluíram para um acerto contratual, o que permitiu a sua mudança.

O atacante evitou dar detalhes e citou a vontade de Deus como um dos motivos para ele vestir o verde e branco a partir de 2020. Ele pediu para enfrentar o Santos.

"Não deu certo, porque quando Deus nos coloca as coisas, ele nos dá as coisas perfeitas. Não posso ir contra a vontade de Deus. Ele que conduz a nossa vida. Todas as coisas que acontecem na minha vida são por meio dele. A gente espera uma coisa e acontece outra. Eu estava no Athletico-PR, estava aquilo de assinar ou não. Infelizmente, não deu certo e hoje tenho esse privilégio de vestir essa camisa, de peso, de um time grande. Estou feliz. Conversamos bastante por essa situação, quando há um negócio a gente conversa e vê o que é melhor. Não botamos a carroça na frente do boi. Conversamos e entramos em um bom senso", afirmou.

Contratado com grande prestígio, Rony diz que não se preocupa com a pressão que a expectativa pela sua chegada pode gerar no Alviverde.

"A pressão você encontra em qualquer clube, qualquer clube que não desenvolver o futebol você tem pressão. Eu acredito que desde a época do Remo eu já tinha pressão, imagina em um clube desse. Então eu acho que vai ter pressão toda hora, já estou acostumado com isso. É só ter a cabeça boa e desenvolver o futebol que é o mais importante. Se não jogar com alegria não é futebol", finalizou.

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