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Como Brady e Belichick influenciarão Super Bowl mesmo longe de Miami

Jimmy Garoppolo e Tom Brady lado a lado em evento realizado em maio de 2019 - Michael Loccisano/Getty Images for Churchill Downs
Jimmy Garoppolo e Tom Brady lado a lado em evento realizado em maio de 2019 Imagem: Michael Loccisano/Getty Images for Churchill Downs
do UOL

Lucas Tieppo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Garoppolo foi jogador dos Patriots por três temporadas e meia
  • Quarterback tirou lições e acompanhou dia a dia de Brady e Belichick
  • Garoppolo era visto como sucessor de Brady na franquia comandada por Belichick
  • Camisa 10 disputará seu primeiro Super Bowl como titular no dia 2 de fevereiro

Tom Brady e Bill Belichick, quarterback e técnico do New England Patriots, respectivamente, não estarão em Miami no dia 2 de fevereiro para a disputa do Super Bowl 54, mas terão sua dose de influência na decisão da 100ª temporada da NFL. A dupla mais vencedora da liga teve grande participação na carreira de Jimmy Garoppolo, quarterback do San Francisco 49ers e um dos astros da final.

Garoppolo chegou aos Patriots após ser escolhido pela franquia na 62ª posição do Draft de 2014 e logo foi apontado como sucessor natural de Brady. Durante três temporadas e meia, ele foi reserva e pôde acompanhar de perto o trabalho feito pelo titular no comando da equipe nas campanhas que resultaram em dois títulos do Super Bowl.

No total, Garoppolo fez apenas 17 jogos de temporada regular com a camisa dos Patriots, sendo somente dois como titular na temporada 2016, quando Brady estava suspenso pelo escândalo das bolas murchas. Mesmo assim, o período serviu para que ele vivesse a rotina de uma das franquias mais vitoriosas da NFL e acompanhasse de perto a relação entre Brady e Belichick.

Em outubro de 2017, ele foi trocado pelos Patriots para os 49ers em uma negociação que causou espanto em muita gente, já que Belichick aceitou uma escolha de segunda rodada do Draft por um potencial franchise quarterback, algo que tem se confirmado desde que Garoppolo chegou à Califórnia.

As lições tomadas no dia a dia no período em que vestia a camisa dos Patriots serão usadas no jogo mais importante da carreira de Garoppolo.

Assim como Brady nesta reta final da carreira, o camisa 10 dos 49ers não é conhecido por lançamentos de dezenas de jardas e nem pela mobilidade quando pressionado, virtudes de Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chiefs, seu rival no Super Bowl 54. Garoppolo mostra suas qualidades ao ler bem o que acontece em campo e ao conduzir sua equipe com segurança.

"Eu nunca quis ser um incômodo e fazer muitas perguntas sobre ele. Eu aprendi de longe. Uma coisa importante que ouvi, especialmente nos playoffs, é que você precisa ficar tranquilo, calmo. Há muitas coisas acontecendo, os fãs estão loucos, e você, como quarterback, precisa ser o olho da tempestade", afirmou Garoppolo, ao Westwood One, sobre o que aprendeu com Brady.

A atuação na final da Conferência Nacional contra o Green Bay Packers mostra como a mentalidade vencedora dos Patriots faz parte do jogo de Garoppolo. O quarterback terminou o confronto com seis passes completados em oito tentativas e apenas 77 jardas conquistadas.

"É incrível fazer parte deste time. Nós podemos vencer de muitas maneiras diferentes", disse o jogador, após o triunfo por 37 a 20.

Garoppolo aprendeu em New England que vale mais uma vitória no fim do jogo do que lançamentos incríveis e centenas de jardas aéreas. No domingo, poderá colocar isso em prática no grande desafio da sua carreira.

Ao UOL, Paulo Antunes explica o Super Bowl e os times que o jogarão em 2020

Do UOL, em São Paulo

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