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Governo federal deve R$ 9 milhões à gestora da TV Escola

Abraham Weintraub, o histriônico ministro da Educação cancelou o contrato com a TV Escola - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Abraham Weintraub, o histriônico ministro da Educação cancelou o contrato com a TV Escola Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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02/04/2020 10h26

Além de lutar para permanecer aberta, pagando salários e custos, a Fundação Roquette Pinto, gestora da TV Escola, também luta para receber o que o governo federal lhe deve.

A fundação tem R$ 9 milhões para receber do extinto Ministério da Cultura pela gestão da Cinemateca Brasileira.

No ano passado o governo pagou apenas R$ 7,5 milhões dos R$ 13 milhões devidos. E ainda há pendências de anos anteriores, o que totaliza R$ 9 milhões.

Desde 2016 a Cinemateca estava sob os cuidados da Roquette Pinto. São mais de 200 filmes armazenados, além de um laboratório para a recuperação de películas.

O custo anual da Cinemateca é em torno de R$ 13 milhões.

Como no início do ano o ministro Abraham Weintraub, da Educação, decidiu romper com a fundação, todos os contratos paralelos também encerraram.

Além da TV Escola e Cinemateca, a Roquette Pinto também mantém uma outra emissora de TV 100% dedicada a deficientes auditivos, a TV Ines.

Por causa do abrupto rompimento de contrato, a TV Escola foi obrigada a demitir muitos funcionários e apresentadores, bem como extinguir programas.

Ela está propondo reduzir salários temporariamente para atravessar a crise econômica e a pandemia de coronavírus.

Enquanto isso tem o governo tem um "papagaio" pendurado com ela no valor de R$ 9 milhões.

Francisco Câmpera, diretor-geral da Fundação da Roquette Pinto, disse nesta quinta (02) que está em contato com Regina Duarte para tratar da dívida, e que ela está "empenhada" em solucionar o problema o mais rapidamente possível,

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