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Treinador analisa 'trash talk' de Covington: "Fez o necessário para chegar onde quer"

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

14/12/2019 08h00

No MMA desde 2012, Colby Covington só conseguiu seu grande momento na carreira em 2017. Se antes era um lutador que atraía pouca atenção, o americano encontrou no 'trash talk' uma luz para encontrar seu espaço e fazer barulho no Ultimate. O início desta fase aconteceu justamente no Brasil, antes de duelo contra Demian Maia, quando o atleta provocou a torcida brasileira. Técnico do desafiante ao título dos meio-médios, Conan Silveira fez questão de amenizar seu estilo falastrão e destacar que isso faz parte do show.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o técnico da 'American Top Team' frisou que Covington soube utilizou a moda do 'trash talk' para chamar a atenção da organização, do público, e principalmente dos lutadores, por apimentar certas rivalidades. Além deste discurso chamativo, Colby tem aproveitado bem uma 'amizade' com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump para se promover ainda mais.

"Essa parte dele ter criado esse personagem e ser dessa maneira, foi o jeito que encontrou para ser escutado.Tem um crédito aí, porque ele poderia ser demitido e ninguém saberia dele. Acho que cada um tem que fazer o necessário. Não que seja minha preferência, mas ele fez o que é necessário para ele chegar onde quer, tanto que vai disputar o título", disse o treinador da ATT, emendando sobre a questão envolvendo os brasileiros.

"Não é só com o Brasil. Ele tem uma controvérsia com todo mundo. Até porque, apesar de não ser meu estilo, ele fala umas coisas que são até verdade. Se você parar para pensar tem muita gente que queria falar o que ele diz. Porém acho que é o que você tem que fazer para se vender, vender seu produto. Se ele fosse um cara que falasse e não fizesse, não estaria aqui hoje. Mas ele fala e faz. A última luta dele causou um impacto grande. Ninguém esperava que ele fosse dominar o Robbie Lawler como fez. E o fato de ser brasileiro e treinar ele não me incomoda nem um pouco, porque não vejo nacionalidade, é o trabalho, o que represento, é a ATT. Não me faz ser diferente de ninguém em sentido de nada. Sou profissional. É meu trabalho e os resultados estão aí", completou.

Conan Silveira estará ao lado de Colby Covington neste sábado (14), quando o americano encara Kamaru Usman pelo cinturão dos meio-médios (77 kg) da franquia. Além do falastrão, o brasileiro também vai acompanhar de perto a brasileira Amanda Nunes, que defende o título do peso-galo (61 kg) contra Germaine de Randamie.

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