Topo

Di Santo encerra jejum e Mancini fala em abastecer melhor atacantes do Galo

Franco Di Santo voltou a marcar após sete jogos e seca evidenciou dificuldades dos centroavantes no Atlético - Divulgação/Atlético-MG
Franco Di Santo voltou a marcar após sete jogos e seca evidenciou dificuldades dos centroavantes no Atlético Imagem: Divulgação/Atlético-MG
do UOL

Do UOL, em Belo Horizonte

17/11/2019 08h56

Resumo da notícia

  • Atlético empatou em 1 a 1 com o Fluminense, em jogo válido pela 33ª rodada do Brasileirão
  • Galo saiu atrás em gol contra marcado por Patric, mas empatou no fim do jogo com Di Santo
  • Titular no time, Di Santo voltou a marcar após sete jogos sem gols
  • Seca dos atacantes evidencia dificuldade dos meias em abastecer companheiros

Depois de sete jogos na seca, o atacante Franco Di Santo encerrou um jejum e voltou a marcar um gol com a camisa do Atlético-MG. O feito garantiu o empate do Galo de 1 a 1 contra o Fluminense, na noite de ontem. Esse foi o maior período sem gols do atacante no time, o que também chamou atenção para a dificuldade que o setor está tendo para balançar as redes. Ciente do problema, Vagner Mancini terá neste reta final de ano o desafio de deixar seus homens de frente menos isolados e fazer a bola chegar com mais frequência à área adversária.

"Eu acho que o Atlético tinha que chegar com mais gente ao ataque. Estamos incentivando isso em treinamentos, em vídeos. É importante que a gente ajude o Di Santo, o Ricardo Oliveira, o Alerrandro, que são jogadores que ficam mais isolados. Se não tiver essa penetração dos meias, fica difícil para eles. Vi o Di Santo saindo muito da área, é aquela ânsia de ter a bola. São variações que o atleta faz para entender essa forma de jogar dos companheiros. Por isso volto a dizer que a superação deles nos faz dizer que esse ponto é precioso", disse Vagner Mancini após o jogo.

Di Santo tem hoje quatro gols em 18 partidas pelo Atlético. Curiosamente, seu reserva, Ricardo Oliveira, marcou pela última vez justamente contra o Fluminense, ainda no jogo do primeiro turno. Outro suplente, Alerrandro perdeu espaço e não comemora um gol desde o mês de junho, há onze jogos. Na condição de titular, Di Santo costuma ser elogiado pela luta e ajuda na preparação das jogadas, mas sofre bastante ao ficar isolado muitas vezes dentro da área. O cenário é parecido com Ricardo, que sai bastante para buscar o jogo, mas não recebe tantas bolas dos meio-campistas.

Neste Brasileirão, os números dos atacantes traduzem esse problema no Atlético. Ricardo Oliveira e Alerrandro têm apenas dois gols, enquanto Di Santo marcou seu terceiro na noite de ontem. A quantidade é a mesma que Fábio Santos e Luan. Com um a mais, os artilheiros do time no campeonato são Cazares e Nathan.

Esporte