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Amanda Nunes encerra polêmica com 'Bate-Estaca': "Questão de uma conversa"

Amanda Nunes conversa com Joe Rogana  - Sean M. Haffey/Getty Images
Amanda Nunes conversa com Joe Rogana Imagem: Sean M. Haffey/Getty Images

Marcel Acântara, em São Paulo (SP)

Ag. Fight

09/10/2019 17h45

No início de 2018, Jéssica 'Bate-Estaca' Andrade encarou Tecia Torres em duelo que ficou marcado tanto pelo seu domínio físico sobre a rival como pelo incômodo de ouvir os gritos de apoio da compatriota Amanda Nunes direcionados para sua oponente. Próxima ao octógono, a 'Leoa' passou os 15 minutos do confronto passando instruções para a companheira de equipe, o que deixou a paranaense inconformada.

Na época, Jéssica não escondeu a frustração e criticou publicamente Amanda, a quem considerava uma amiga, pela falta de patriotismo na ocasião. Mas quase dois anos depois, o clima parece bem mais ameno e até mesmo propenso para um acerto de contas. A baiana, campeã dos pesos-galos (61 kg) e dos penas (66 kg) do UFC, afirmou hoje (9) que tudo pode ser resolvido com uma conversa.

Durante um encontro com os times de futebol feminino da base do Centro Olímpico, em São Paulo, Amanda conversou com a imprensa e deixou claro que está disposta a colocar uma pedra sobre o assunto.

"A Jéssica ficou meio triste, mas entendo ela também. Mas é uma questão de uma conversa. Não nos encontramos depois daquilo tudo, mas acho que quando conversarmos isso vai passar. Já passou, na verdade. A gente vai trocar uma ideia", garantiu a única atleta a ostentar dois cinturões do UFC ao mesmo tempo.

De fato, Tecia e Amanda treinaram juntas por anos na academia America Top Team, situada no estado da Flórida (EUA). Por isso, Amanda reitera que torcer para a americana não era uma questão de opção, uma vez que sua amizade com ela era algo concreto em sua vida.

"Conheço a Tecia faz anos, ela é minha amiga. Quando lutou com a Jéssica... A Tecia é minha amiga. Não ia torcer contra ela. A Jéssica não me entendeu muito bem. A gente tinha relação muito boa, mas não tinha amizade. A gente tinha respeito, nos encontramos várias vezes nos bastidores... Mas com a Tecia o contato é todo dia", descreveu para encerrar o assunto.

De passagem rápida pelo Brasil - Amanda chegou ao país no domingo e retorna para os EUA ainda hoje -, a Leoa, unanimidade no MMA mundial, parece mais calma do que outrora. Após vencer os principais nomes de todos os tempos do octógono, coube a ela se colocar em posição de destaque como uma das representantes do esporte e entender a necessidade de realizar mais trabalhos midiáticos, principalmente fora dos períodos de competição.

"Estou feliz com a minha carreira. Isso tudo na minha vida foi algo mais, algo extra que tive que colocar e moldar na minha carreira. Eu só queria ser a melhor lutadora. E eu sou hoje. É importante, é a mídia, a gente precisa de vocês. Sim, estou mais aberta a entrevistas e quero retornar mais vezes ao Brasil", pontuou.

No dia 14 de dezembro, Amanda coloca em jogo seu cinturão dos galos em disputa contra a holandesa Germaine de Randamie, velha conhecida com quem mediu forças em 2013. Na ocasião, a brasileira venceu por nocaute no primeiro assalto, feito que ela já realizou oito vezes no octógono do UFC.

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