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Flamengo e Grêmio deixam alfinetadas de lado e migram para "guerra fria"

Gabigol e Cortez discutem durante Grêmio x Flamengo; times se reencontrarão no Maracanã - REUTERS/Diego Vara
Gabigol e Cortez discutem durante Grêmio x Flamengo; times se reencontrarão no Maracanã Imagem: REUTERS/Diego Vara
do UOL

Jeremias Wernek e Leo Burlá

Do UOL, em Porto Alegre e Rio de Janeiro

22/10/2019 04h00

Esqueça o duelo de declarações entre Jorge Jesus e Renato Gaúcho. Flamengo e Grêmio vão se reencontrar, em jogo válido pela semifinal da Libertadores, envolvidos em um clima diferente do primeiro jogo, que terminou empatado por 1 a 1. Se às vésperas da partida em Porto Alegre houve provocação e alfinetada para todos lados, agora os dois clubes investem em jogos psicológicos mais sutis. Sai o confronto "corpo a corpo", entra uma espécie de "guerra fria" no duelo que vale vaga na final.

Flamengo e Grêmio jogam amanhã (23), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. O time rubro-negro pode até empatar sem gols que vai à decisão. A equipe gremista precisa vencer ou obter placar a partir de 2 a 2 para seguir em busca do tetracampeonato.

A estratégia atual é evitar dar armas ao inimigo. Tanto no Fla quanto no Tricolor, os discursos foram amenizados e a ideia é fugir de declarações polêmicas.

"Quanto ao Grêmio, é um problema que não é meu. É um problema do meu colega, o Gaúcho. Ele tem que montar a estratégia dele, e eu vou montar a minha. Não tenho opinião formada sobre a equipe do Grêmio", disse Jorge Jesus depois do clássico diante do Fluminense.

Jesus tem sido um dos responsáveis pelo bom momento do Flamengo - João Vitor Rezende Borba/Agif
Jesus tem sido um dos responsáveis pelo bom momento do Flamengo
Imagem: João Vitor Rezende Borba/Agif

Dias antes, o Grêmio deixou o cenário claro. Renato Gaúcho citou o Flamengo ao criticar os times brasileiros que jogam apenas para se defender.

"Infelizmente, o futebol brasileiro está acabando porque as pessoas jogam pelo resultado, para não perder. Se destaca quatro times que gostam de ganhar no Brasil: Grêmio, Santos, Athletico Paranaense e Flamengo", comentou Portaluppi.

Blefe ou sinceridade?

Os dois treinadores também se assemelham na postura pública sobre os lesionados. Tanto Fla quanto Grêmio divulgam poucas informações sobre os jogadores em recuperação após lesão. Jean Pyerre e Luan centralizam a curiosidade no noticiário tricolor. Arrascaeta e Rafinha representam o mesmo no dia a dia rubro-negro.

"Sobre meus jogadores que não estão jogando, que estão entregues ao departamento médico, nenhuma informação. Até porque não temos informações do outro lado. Eu que falo sobre isso, não tem nenhuma notícia para passar até a hora do jogo", disparou Renato.

Jogo de ida foi bem diferente

Antes do jogo na Arena do Grêmio, Renato e Jesus travaram duelo pelos microfones sobre o status de 'melhor futebol do Brasil'. O cabo de força chegou aos dirigentes e apimentou o encontro em Porto Alegre.

"Estamos adorando esse ambiente criado pelo Flamengo. Não tem coisa melhor para nós do que essa soberba, essa arrogância", disse Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.

Romildo apimentou o clima antes de primeiro jogo contra o Flamengo - Lucas Uebel/Grêmio
Romildo apimentou o clima antes de primeiro jogo contra o Flamengo
Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

"O auxiliar do Renato [Alexandre Mendes] é muito acima da média no futebol brasileiro, é esse um dos grandes sucessos lá do Grêmio", rebateu Marcos Braz, vice de futebol do Flamengo.

O vencedor do duelo brasileiro pega o ganhador do confronto argentino na final da Libertadores. Boca e River Plate se enfrentam hoje (22), na Bombonera, depois de o time treinado por Marcelo Gallardo fazer 2 a 0 na partida de ida.

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