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Atraso do Reino Unido em questão da Huawei prejudica relações internacionais, dizem legisladores

19/07/2019 12h34

Por Michael Holden e Jack Stubbs

LONDRES (Reuters) - O futuro primeiro-ministro do Reino Unido precisa tomar uma decisão urgente sobre o papel da Huawei na próxima geração de redes 5G, já que o debate está prejudicando as relações internacionais do país, afirmou um comitê de parlamentares britânicos nesta sexta-feira.

O Conselho Nacional de Segurança do Reino Unido, presidido pela primeira-ministra Theresa May, se reuniu para discutir a questão em abril e decidiu bloquear a Huawei de todas as partes críticas da rede 5G do país e restringir o acesso a partes menos sensíveis.

A decisão final sobre a Huawei já deveria ter sido tomada pelo governo britânico, mas a decisão de May de renunciar atrapalhou o processo. Seu substituto, o ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, ou o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, que é o favorito, assumirá na próxima semana.

"Uma decisão tão importante, portanto, requer uma consideração cuidadosa", disse o Comitê de Inteligência e Segurança (ISC) do Parlamento em um comunicado. "No entanto, a extensão do atraso está agora causando sérios danos às nossas relações internacionais: uma decisão deve ser tomada com urgência."

A ISC disse que os chefes de segurança cibernética do Reino Unido estavam certos de que a questão não era sobre um país ou uma empresa, mas que as redes nacionais tinham que ser capazes de resistir a qualquer ataque, ação mal-intencionada ou simples erro humano.

O comitê disse que isso foi melhor alcançado com a diversificação de fornecedores, e a questão no momento para a rede 5G é que havia apenas três empresas na corrida - Huawei, Nokia e Ericsson. A dependência excessiva e a menor concorrência resultaram em padrões de segurança mais baixos, afirmou.

"Portanto, incluir uma terceira empresa - mesmo que você tenha algumas preocupações de segurança sobre ela e tenha que definir um nível mais alto de medidas de segurança dentro do sistema - resultará, contra-intuitivamente, em uma segurança geral mais alta", disse o ISC.

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