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Pré-jogo longo e toque de bola: como foi a estreia do sintético do Allianz

Passe feito pelo goleiro do Mirassol, Kewin, levanta o elastômero termoplástico da grama sintética (ou a famosa "borrachinha") - Bruno Ulivieri/AGIF
Passe feito pelo goleiro do Mirassol, Kewin, levanta o elastômero termoplástico da grama sintética (ou a famosa "borrachinha") Imagem: Bruno Ulivieri/AGIF
do UOL

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

16/02/2020 17h52

O gramado sintético do Palmeiras teve uma estreia discreta na tarde de hoje (16), no Allianz Parque, durante a vitória por 3 a 1 sobre o Mirassol. Aos poucos a expectativa pela novidade se transformou em naturalidade, porque o campo não teve influência direta nos lances do jogo. Houve, porém, diferenças curiosas na preparação dos times e em alguns movimentos dos atletas durante a partida.

A nova grama influenciou já o pré-jogo: os atletas do Mirassol subiram a campo muito antes do normal e ficaram quase 40 minutos se aquecendo. Fizeram exercícios comuns, mas em variedade não tão usuais. Já o Palmeiras, que havia treinado no sintético durante a semana, fez o aquecimento padrão de cerca de 15 minutos.

Neste momento caiu uma rápida pancada de chuva no estádio palmeirense, mas a grama não apresentou qualquer poça d'água — a promessa da empresa contratada é pela "melhor drenagem do mundo". Seja como for, foi no campo molhado que o escorregão do atacante Rafael Silva, aos cinco minutos de jogo, virou um carrinho em Felipe Melo e resultou em cartão amarelo.

Aos poucos a presença do sintético virou algo normal. O desenvolvimento do jogo mostrou que a nova grama teria pouco ou nenhum protagonismo, à medida que os lances fluíam bem e a bola rolava suavemente. É uma diferença relevante em relação ao campo natural que o Allianz Parque tinha até 2019, principalmente nos dias ruins, em que a grama estava rala depois de grandes shows.

Assim como no pré-jogo, o campo foi molhado mais uma vez durante o intervalo. O intuito é o mesmo que no gramado natural: manter o terreno úmido e não prejudicar o rolar da bola. Depois da rega, três profissionais foram até os locais dos aspersores para garantir que eles descessem corretamente para baixo do sintético.

Palmeiras e Mirassol conseguiram boas saídas em velocidade no segundo tempo, com passes rasteiros rápidos, e o gramado em nada atrapalhou. O terceiro gol alviverde, por exemplo, nasceu de uma esticada para Gabriel Verón e teve assistência precisa para Luiz Adriano marcar. Pelo alto também não houve problema: a bola área do Palmeiras já tinha funcionado nos gols de Gustavo Gómez (via escanteio) e Raphael Veiga (com criação de Bruno Henrique).

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