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Apresentador reprova postura do Palmeiras por B. Henrique: "modo banana"

Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras - Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/10/2019 20h36

Depois do empate em 1 a 1 entre Athletico Paranaense e Palmeiras ontem (20) pela 27ª rodada do Brasileirão, em Curitiba, o meio-campista palmeirense Bruno Henrique relatou ao clube que sua esposa foi agredida por integrantes da torcida alviverde. Hoje, o time paulista emitiu nota oficial repudiando a atitude dos torcedores. Na opinião do apresentador William Tavares, da ESPN, a medida não é suficiente.

Durante o Futebol na Veia, o jornalista afirmou que o presidente Maurício Galiotte está no 'modo banana', e já perdeu algumas oportunidades de se posicionar de forma mais enfática.

"O presidente do Palmeiras está no 'modo banana'. O que a porcaria de um pedaço de papel vai resolver? São funcionários do clube. Todos vão trabalhar todo dia. Qual a obrigação da empresa? Prover segurança no ambiente de trabalho. Se não prover, vai chegar uma hora que o funcionário vai embora. Eu queria ver se esses 'animais' que fazem essas coisas tivessem um momento ruim no trabalho e alguém fosse na mulher deles, o que ia ser", declarou.

O comentarista Zé Elias, que também participou do programa, disse que com atitudes como essa, a torcida está atuando contra o próprio time. Na visão do ex-jogador, o Palmeiras perde poder de contratação, já que atletas evitariam o clube para não terem a chance de passar por situações como essas.

"Tudo o que o Palmeiras conquistou nos últimos anos, toda a independência que o time conseguiu a partir da presidência do Paulo Nobre pode ruir. [...]No futebol não pode tudo. A gente cobra tanto, diz que faz parte da nossa cultura, da sociedade. Por que não pode mostrar através do futebol que a sociedade tem que ter limites? [...] Os torcedores não percebem que podem prejudicar o Palmeiras. Mesmo com todo dinheiro do mundo, nenhum jogador de ponta vai querer jogar em um time em que está sujeito a este tipo de coisa", complementou.

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