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Neto diz que sempre quis ser goleiro e fala de orgulho por jogar pelo Barça

19/07/2019 14h25

Barcelona, 19 jul (EFE).- Um dos três reforços anunciados pelo Barcelona até agora, ao lado do meia Frenkie De Jong e do atacante Antoine Griezmann, o goleiro Neto revelou em entrevista coletiva nesta sexta-feira que sempre quis jogar na posição e revelou que desde criança acompanha o clube catalão.

"Desde pequeno, estava muito claro para mim que queria ser jogador, mas goleiro. Não era a minha ficar correndo de um lado para outro do campo. Queria salvar a equipe fazendo defesas. O meu pai também foi goleiro e foi a minha grande inspiração", disse o arqueiro de 30 anos aos jornalistas.

Neto deixou o Atlético-PR em 2010 e desde então passou por Fiorentina, Juventus e Valencia até chegar ao Barcelona, no qual, a princípio, será reserva do alemão Marc-André Ter Stegen.

"Sinto um grande orgulho por ter esta oportunidade. Acredito que cheguei ao clube em meu melhor momento pessoal e profissional. Sempre sonhei chegar a um clube como o Barça. As oportunidades aparecem quando menos esperamos, mas quando mais estamos preparados", declarou o brasileiro, que se disse pronto para a exigência do time 'blaugrana' quanto ao jogo com os pés.

"É um estilo de jogo no qual é preciso participar muito mais. O goleiro é sempre visto com lupa, mas estou muito preparado. Treinar com Ter Stegen fará com que eu melhore muito. Jogar contra o Barça é sempre imprevisível, e jogar ao lado de Lionel Messi será muito melhor", destacou.

Neto afirmou que acompanha o clube catalão desde criança e lembra especialmente o gol marcado por Ronaldo contra o Compostela, pelo Campeonato Espanhol 1996-1997. No lance, o 'Fenômeno' roubou a bola no meio de campo e fez fila na defesa adversária, em uma linda arrancada, até balançar a rede.

"Comecei a acompanhar o Barça na época de Ronaldo e Rivaldo. Ainda lembro como se fosse ontem do famoso gol da arrancada de Ronaldo (contra o Compostela) na casa da minha avó", recordou.

Neto não é convocado pela seleção desde setembro do ano passado, mas tem uma grande recordação atuando pelo Brasil, os Jogos Olímpicos de 2012, em que ficou com a prata após a derrota para o México na decisão.

"Poucos tiveram o privilégio de viver uma edição dos Jogos Olímpicos, e eu tenho uma medalha. Foi uma pena não ter vencido a final, mas será um orgulho poder contar essa sensação à minha filha", vangloriou-se o jogador, que também guarda com carinho a passagem pela Juventus, de 2015 a 2017.

"Tinha 25 anos e havia feito três temporadas muito boas pela Fiorentina. Acreditava que precisava mudar. Vivi dois anos muito intensos e aprendi muito, principalmente com Gianluigi Buffon. Ele transmitia uma segurança e uma liderança incrível", disse. EFE

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