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Samara Felippo diz que separação foi 'baque' e afirma não gostar de ser mãe

Samara Felippo e as filhas, Alicia, 11 anos, e Lara, 6 - Reprodução / Instagram
Samara Felippo e as filhas, Alicia, 11 anos, e Lara, 6 Imagem: Reprodução / Instagram
do UOL

Colaboração para o UOL, em Santos

15/07/2020 15h30

Samara Felippo, atriz e mãe de duas meninas, falou ontem sobre ser mãe solo. Ela defendeu o direito de mulheres dizerem que não gostam do exercício da função de mãe.

A artista se separou do jogador de basquete Leandrinho Barbosa, pai de suas filhas Alicia, de 11 anos, e Lara, 6, em 2014, e revelou que teve um "baque" ao se ver mãe solo. Ela conta que, por causa da experiência, montou, com a colega Carolinie Figueiredo, a peça "Mulheres que Nascem com os Filhos", em que conta sobre sua experiência.

"Amo minhas filhas, detesto ser mãe. A minha peça foi um grito sobre, 'me deixem sentir o que eu quero sentir'. Ninguém tem de mandar no que sinto. Ninguém tem de velar o meu sentimento. Não é porque eu não gosto da função — e a minha posição é muito privilegiada — que eu deixe de amar minhas filhas", disse, em bate-papo no programa de rádio "Rock Reclame", da Kiss FM.

"Foi uma questão de tirar um peso e uma culpa que a maternidade traz por causa de uma sociedade machista. Quando você é mãe, parece que a sociedade faz questão de esfregar na sua cara o machismo", afirmou. A peça saiu de cartaz em razão da pandemia do novo coronavírus, mas ela pretender retornar com ela futuramente.

Samara também pediu para que as pessoas deixem de usar o termo "mãe solteira". "Mãe solteira não existe. Meu estado civil não interfere na minha maternidade. O termo [correto] é mãe solo. É solo de sozinha, não de solteira. Se você não tem pelo menos 50% da divisão da paternidade, já é mãe solo."

"Meus pais foram casados por 30 anos; meu pai faleceu já faz uns bons anos. Não tive essa referência. Para mim, me separar com filhos foi um baque, 'o que vou fazer da minha vida?'. Mas existe muita vida após a separação com filhos", afirmou Samara, defendendo que, para os filhos, é melhor que a mãe saia de um relacionamento abusivo do que manter o casamento por eles.

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