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'American Trial': Diretor diz que indiciamento de policiai era sua obsessão

Capa do documentário "American Trial: The Eric Garner Story" - Divulgação
Capa do documentário 'American Trial: The Eric Garner Story' Imagem: Divulgação

Alicia Powell

14/07/2020 12h25

O diretor do filme "American Trial: The Eric Garner Story", Roee Messinger, disse que o indiciamento do policial acusado de matar Eric Garner se tornou uma obsessão.

O longa representa o julgamento que não aconteceu depois que um oficial branco de Nova York, Daniel Pantaleo, foi filmado praticando estrangulamento em Garner, um homem negro, em julho de 2014, após sua prisão por vender cigarros soltos em uma rua em Staten Island.

"Quando o não indiciamento aconteceu meio que se tornou, eu acho, uma obsessão", disse Messinger.

As palavras agonizantes de Garner, "eu não consigo respirar", tornaram-se um grito de guerra nos protestos do movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) que condenam o uso excessivo da força pela polícia dos EUA contra homens e mulheres negros.

Um grande júri decidiu não indiciar Pantaleo, que foi demitido em agosto de 2019 após uma audiência disciplinar interna. Os advogados de Pantaleo disseram que o policial estava seguindo as ordens e não era o culpado pela morte de Garner.

"Então um dia me ocorreu que eu moro em Nova York, todo mundo acha que deveria haver um julgamento. Todo mundo que testemunharia no tribunal provavelmente está dentro de um raio de cerca de 15-20 milhas de mim", declarou ele.

A viúva de Garner, Esaw Snipes-Garner, e testemunhas reais se apresentam no drama do tribunal, que foi exibido pela primeira vez na rede a cabo Reelz e agora está sendo distribuído mais amplamente online.

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