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Colunistas e redação do UOL indicam os melhores filmes e séries da Netflix

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto
do UOL

Do UOL, em São Paulo

28/03/2020 04h00

O que fazer na quarentena? As opções são inúmeras, mas tem gente honrando a assinatura mensal da Netflix e explorando o catálogo para fugir um pouco do algoritmo.

Como gosto é muito relativo, reunimos nossos repórteres, editores e colunistas para palpitar e montar essa lista de 20 filmes e séries que passaram pelo nosso crivo e merecem a sua atenção. Aproveite sem moderação:

Beatriz Amendola, repórter

"A Viagem de Chihiro" (filme)

A Netflix foi muito feliz em trazer para seu catálogo as obras do Studio Ghibli, e vou concordar com o nosso colunista Roberto Sadosvki: este filme de Hayao Miyazaki é uma verdadeira obra-prima. A jornada fantástica da garota que precisa encarar um reino estranho e criaturas mágicas para salvar sua família é cativante —e vai emocionar de crianças a adultos. Uma boa pedida em tempos difíceis.

"Fargo" (série)

A série, baseada no filme dos irmãos Coen, é uma verdadeira pérola escondida na Netflix. Seguindo o modelo de antologia, cada temporada traz uma história de criminosos e policiais no interior dos Estados Unidos. Os episódios são sangrentos de vez em quando, mas é o humor ácido e levemente absurdo do showrunner Noah Hawley que vai fazer você ficar viciado na produção.

Chico Barney, colunista

"Luzes, Câmera, Kung Fu" (documentário)

Documentário fascinante sobre o impacto dos filmes de artes marciais de Hong Kong na cultura popular. Tanto para os fãs do gênero quanto para incautos interessados em curiosidades aleatórias, como as conexões entre a obra dos irmãos Shaw e o nascimento do hip-hop.

Daniel Palomares, repórter

"O Profissional" (filme)

Sou apaixonado pelo cinema dos anos 1990 e "O Profissional" reúne todos os elementos que um bom filme deve ter: ótimo elenco, com nomes como Gary Oldman e Natalie Portman (em seu primeiro papel!), roteiro bem amarrado e uma história que te faz ficar grudado da tela. Sempre é gostoso revisitar um clássico para ter aquela sensação de conforto, especialmente em períodos tão incertos como agora.

"Zumbo's Just Desserts" (série)

Se a sua intenção é se desconectar das preocupações, nada melhor que um reality show. Adriano Zumbo é o confeiteiro mais famoso e criativo da Austrália e promove uma competição maluca entre cozinheiros que inventam os doces mais criativos e inusitados. Além de um bom passatempo, é legal para aprender algumas técnicas da confeitaria, tão temidas pela maioria dos profissionais de cozinha.

Débora Miranda, editora

"The Crown" (série)

Ou você ama, ou você odeia. A realeza não lida com meio-termo. E se você está entre os fanásticos pela história da rainha Elizabeth e sua família, pare tudo o que está fazendo e maratone "The Crown" imediatamente. Criada e escrita por Peter Morgan, especialista no tema, a série começa quando a jovem Elizabeth precisa assumir o trono após a morte do pai. Nas duas primeiras temporadas, a rainha é interpretada por Claire Foy. Na terceira, Olivia Colman assume a protagonista. A mudança de elenco causa muita estranheza no início, mas, confie e vá adiante. Você terminará apaixonado.

"Grace and Frankie" (série)

Bastante inusitada, a série se desenvolve a partir da seguinte trama: dois homens, amigos de longa data, reúnem as esposas para dar a notícia de que vivem um relacionamento homoafetivo há mais de 20 anos e decidiram, portanto, deixá-las para viver juntos. Resta às duas arrumarem as malas e se mudarem para uma linda casa de praia onde tentarão, juntas, curar as feridas. O grande problema é que elas não se dão. Protagonizada pelo quarteto fantástico Jane Fonda, Lily Tomlin, Martin Sheen e Sam Waterston, "Grace and Frankie" retrata questões importantes da vida na terceira idade com inteligência, bom humor e nenhum tabu.

"What Happened, Miss Simone?" (filme)

O documentário usa entrevistas, imagens raras e transcrições do diário de Nina Simone (1933-2003) para jogar luz sobre sua vida pessoal e profissional, mostrando como ambas viviam profundamente conectadas. Cantora excepcional e pianista poderosa, Nina Simone sempre usou a música como retrato de sua vida e de suas convicções. Dentro de casa, viveu uma relação tortuosa com a filha e sofreu com a violência doméstica. Fora, foi vítima de discriminação e se envolveu na luta pelos direitos civis. Morreu com depressão, amparada por poucos amigos, mas deixou uma obra inesquecível.

Fefito, colunista

"Ninguém Tá Olhando" (série)

Para quem procura uma maratona rápida, a pedida é a injustamente cancelada "Ninguém Tá Olhando", dirigida por Daniel Rezende, cineasta responsável por filmes como "Bingo" e "Turma da Mônica - Laços", que confere um clima engraçado e descompromissado a uma história sobre anjos, ou melhor, ângelus. Presos em um sistema cheio de burocracia, eles resolvem se rebelar e passam a interagir com os humanos que eles juram proteger em segredo. Além de leve, a série rende episódios impagáveis, como o dia em que os anjos tomam drogas. No elenco, Julia Rabello, Victor Lamoglia e Kéfera.

"Brooklyn 99" (série)

A Netflix acaba de estrear a sexta temporada de "Brooklyn 99", uma comédia imperdível sobre o cotidiano de uma delegacia. Estrelada por Andy Samberg, a série quase foi cancelada após o primeiro ano, mas foi salva graças aos fãs fervorosos. Pudera. A produção tem personagens cativantes como o delegado que nunca sorri mas se acha expressivo, interpretado por Andre Braugher, ou a secretária Gina (Chelsea Peretti), dona das ideias mais mirabolantes e das melhores tiradas. Longe de parecer um humorístico em que tudo dá errado, o seriado deposita nas nuances de seus personagens —e nas muitas referências de cultura pop— seu grande mérito.

"Gracie & Frankie" e "O Método Kominsky" (séries)

Os que precisam convencer os idosos a ficar em casa podem apostar em "Gracie & Frankie" (também indicada pela Débora Miranda, nossa editora) e "O Método Kominsky", que acompanha as dores e amores de personagens da terceira idade. A produção protagonizada por Michael Douglas e Alan Arkin acompanha dois amigos com vidas opostas: enquanto um está prestes a ficar viúvo, outro ainda tenta posar de galã e seduzir garotas mais jovens que ele. Ambas rendem boas risadas.

"Dark Tourist" (série)

David Farrier é um documentarista que já tinha ganhado destaque com o surpreendente "Tickled", sobre um campeonato de cócegas, que acaba desvendando uma rede criminosa. Nos episódios de "Dark Tourist", ele viaja a lugares absolutamente bizarros —e perigosos. Por exemplo: o jornalista vai até o Japão conhecer a área altamente radioativa da usina de Fukushima. No Turcomenistão, um dos países mais luxuosos e fechados ao mundo, ele acaba vigiado pelo governo ditatorial. Há ainda rituais de vodu, múmias e uma visita a um atirador contratado por Pablo Escobar.

Guilherme Machado, repórter

"Detona Ralph" (filme)

Uma das animações mais charmosas da Disney, "Detona Ralph" é um tributo ao mundo dos videogames e ainda traz uma série de lições bonitas. O longa narra a história de Ralph, vilão de um videogame chamado "Fix it Felix", que não quer mais ser visto como um malfeitor. Por isso, ele parte de seu game à procura de outro que o abrace como herói, gerando uma verdadeira crise, enquanto tenta encontrar o seu verdadeiro lugar. Os fãs do mundo geek vão amar pelas inúmeras referências, e o resto fica de coração quentinho com o conto sensível sobre amizade e descoberta.

"Death Note" (série)

Um bom anime é sempre uma pedida certeira, e "Death Note" é um dos melhores que há. Contado em uma temporada composta por capítulos curtos, o seriado narra a saga de Light Yagami, um jovem que descobre um caderno que tem o poder de matar as pessoas cujos nomes nele são escritos. É um conto eletrizante sobre como o poder pode transformar uma pessoa e os limites que ele pode levar alguém a romper, além de ser recheado de reviravoltas, cenas de ação e elementos sobrenaturais. Atenção: há outras versões de "Death Note" na Netflix, certifique-se que você está vendo a série de 2006.

Liv Brandão, editora

"American Vandal" (série)

Juro que não estou sendo hiperbólica: na minha humilde opinião de pessoa física (mas que cobre séries profissionalmente há mais de uma década), "American Vandal" é a melhor coisa já feita pela Netflix. Pena que quase ninguém viu e a série acabou cancelada após duas temporadas irretocáveis. Em formato de falso documentário ("mockumentary", em inglês), os 16 episódios tentam desvendar atos de vandalismo ocorridos num colégio americano. Na primeira vez, pênis aparecem desenhados nos carros dos professores. Na segunda temporada, a limonada da cafeteria é "batizada" com laxante. E você pode imaginar a m**** que deu. O que conduz as duas temporadas é o documentário feito por dois alunos, que assumem as investigações por conta própria. Além de hilária —a cena da reconstituição de masturbação entre dois alunos em um acampamento de férias me escangalhou de tanto rir—, a série consegue abordar temas como bullying, depressão, solidão e faz altas críticas sociais sem perder a graça.

"The Politician" (série)

Eu fico besta como tudo do Ryan Murphy costuma bombar, mas "The Politician", primeira série do criador de "Glee", "American Horror Story" e "O Povo Contra O.J. Simpson" para a Netflix "flopou". Uma pena, porque é, ó: ótima. A sinopse oficial diz que "Payton não tem dúvidas de que chegará à presidência dos EUA e, para isso, ele precisa passar pelo cenário mais traiçoeiro de todos: a politicagem da escola". Mas o que ela não conta é que a série mistura todos os elementos que fizeram do roteirista um dos maiores nomes de Hollywood perfeitamente equilibrados. Tem "high school" (como em "Popular" e "Glee"), musical ("Glee"), crimes ("American Crime Story", "Scream Queens"), drama médico ("Nip/Tuck"), intrigas ("Feud") e diversidade embalada por figurinos de tirar o fôlego ("Pose"). Ok, vou soar hiperbólica de novo, mas é das melhores coisas que Ryan Murphy já fez, além de entrar em temas superconectados com o momento que vivemos: a importância do voto, controle de armas, depressão, sustentabilidade.

Mauricio Stycer, colunista

"Mindhunter" (série)

Dois agentes do FBI e uma psicóloga entrevistam "serial-killers" presos no esforço de entender as suas motivações e sentimentos. Esta é a premissa básica desta ótima série, já com duas temporadas disponíveis. Em paralelo ao trabalho do trio formado por Holden Ford (Jonathan Groff), Bill Tench (Holt McCallany) e Wendy Carr (Anna Torv), o espectador acompanha os problemas pessoais dos três —e na segunda temporada a coisa esquenta.

"O Irlandês" (filme)

O mais recente filme de Martin Scorsese fez muito barulho por dois motivos supérfluos: a sua longa duração (209 minutos) e o efeito especial que rejuvesneceu o trio de protagonistas: Robert De Niro (Frank Sheeran), Joe Pesci (Russell Bufalino) e Al Pacino (Jimmy Hoffa). O mais importante é que se trata de um épico extraordinário sobre as relações de poder da máfia nos Estados Unidos nos anos 1950 e 60. Imperdível.

Renata Nogueira, repórter

"Minimalism: A Documentary About the Important Things" (documentário)

Em tempos de quarentena, nada melhor do que repensar nossa maneira de consumir e de viver. Você precisa mesmo de tudo isso que está entulhado na sua casa? Esses itens te trazem felicidade? Os dias em isolamento certamente o farão refletir sobre isso em algum momento. A reflexão, aliás, já está embutida no título, que em português significa: "Minimalismo: um documentário sobre as coisas que importam". O filme de Matt D'Avella (que também tem um canal incrível no YouTube) apresenta o conceito de minimalismo de uma maneira menos prática e mais social, mostrando histórias de pessoas que mudaram de vida ao escolher ter menos.

"Instant Hotel" (série)

Se você está buscando alguma coisa levinha para se distrair durante o confinamento, recomendo fortemente "Instant Hotel". A série australiana recruta duplas que abrem a porta de suas próprias casas para hospedar as duplas concorrentes. Antes e depois, rola uma curadoria para criar "o melhor lugar para se hospedar na Austrália", que pode ser desde um tradicional apartamento na praia até uma casa subterrânea no meio do deserto. Cafona e divertida na medida certa, a série tem duas temporadas com diferentes concorrentes e é garantia de boas risadas. Como um bônus, ainda pode ativar um espírito empreendedor que você desconhecia e dar ideias para organizar seu cantinho e receber muita gente depois que esse caos passar.

Ricardo Feltrin, colunista

"Icarly" (série)

Engraçadíssima série juvenil lançada em 2007 na Nickelodeon. Conta a história de três amigos de Seattle (a fofa Carlotta Shay, a maluca Sam Puckett e o nerd Freddy Benson) que lançam um webshow que se torna sucesso e matéria-prima para trapalhadas. Destaque para dois coadjuvantes: Spencer, irmão de Carly, que é um artista plástico incompreendido. E Gibby, o coleguinha mais disfuncional da turma.

"Jessie" (série)

Infelizmente só há uma temporada disponível desse seriado da Disney. A estrela é Debby Ryan, mais conhecida pela série "Insatiable". Em Jessie ela é uma babá de pré-adolescentes adotados por uma família de cineastas milionários e ausentes. O sonho de Jessie é ser uma grande atriz e se casar. O difícil é ter tempo de seguir seus sonhos enquanto cuida de três pestes. Uma delas é Luke, o saudoso e fabuloso Cameron Boyce (1999-2019).

"Por Dentro do Mossad" (série)

Série documental fantástica sobre um dos mais competentes serviços secretos do mundo: o de Israel. Durante mais de 60 anos o Mossad foi uma espécie de "lenda" até para a sociedade israelense. O serviço nasceu de grupos militantes (alguns bem violentos) surgidos no pós-2ª Guerra. Foi o Mossad que capturou boa parte dos nazistas levados a julgamento em Nuremberg. Também cometeu muitos erros, e esta é a grande qualidade da produção: mostra os acertos, mas também seus muitos erros. Alguns, fatais. Apesar da gravidade do assunto, a série tem ótimos momentos.

"Quincy" (filme)

Se você é fã de Michael Jackson, este é um documentário que você é obrigado a assistir. Se tem alguém a quem Michael deveu boa parte de todo seu sucesso é o músico, arranjador, maestro e gênio da eletrônica Quincy Jones, hoje com 83 anos. Infelizmente o filme disponível na Netflix tem apenas 90 minutos, porque a vida de Quincy Delight Jones Jr. daria uma produção com várias temporadas.

"Jiro Dreams of Sushi" (filme)

Documentário sobre um minúsculo restaurante de Tóquio que chegou às três estrelas no Guia Michelin e é dirigido com mão de ferro por Jiro Ono, 94 anos. O restaurante perdeu no ano passado as três estrelas porque nem mesmo os avaliadores do Michelin (sob anonimato) conseguiam reservas. No Jiro só cabem dez pessoas, e até o ano passado uma refeição não saía por menos de R$ 1.500. A espera para um mortal pode ser de mais de um ano.

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