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Presidente afastado da Ancine, Christian de Castro renuncia ao cargo

Christian de Castro, presidente afastado da Ancine - Zanone Fraissat/FOLHAPRESS
Christian de Castro, presidente afastado da Ancine
Imagem: Zanone Fraissat/FOLHAPRESS
do UOL

Do UOL, em São Paulo

13/11/2019 20h26

O presidente afastado da Ancine (Agência Nacional de Cinema), Christian de Castro, divulgou carta na qual renuncia ao cargo. O pedido foi direcionado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

"Dirijo-me à Vossa Excelência para apresentar meu pedido de renúncia ao cargo de Diretor-Presidente da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), para o qual fui convidado em agosto de 2017, pelo então Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão", inicia ele.

"Nestes dois anos de mandato, quase integralmente exercendo a presidência da agência, cumpri o meu dever e o compromisso assumido em minha sabatina de trabalhar incessantemente pelo desenvolvimento do mercado audiovisual brasileiro (...) Sou um técnico. Não pertenço a grupos políticos. Nunca tive o desejo ou a ambição de ocupar cargos públicos ou políticos", completa.

Christian de Castro foi afastado do cargo por decisão da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, após receber a terceira denúncia do MPF (Ministério Público Federal). O órgão o acusa de falsidade ideológica e estelionato, em concurso material, por prestar declaração falsa a respeito de vínculos societários à Ancine e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Christian de Castro também foi acusado pelo MPF de intermediar interesses da empresa BSB Cinema, com a prática de advocacia administrativa, especialmente pela sua atuação em favor da empresa nos projetos referentes ao filme Cano Serrado. A denúncia aponta ainda a participação de seu assessor direto e sócio Ricardo Alves Vieira Martins.

Segundo o MPF, entre outubro de 2017 e agosto de 2019, o presidente da Ancine preencheu e assinou declaração ideologicamente falsa na sua DCI (Declaração Confidencial de Informações), determinando seu envio à Agência e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, afirmando ter saído da sociedade e da gerência das empresas e Zooks Consultoria e Comunicação LTDA e T6 Participações e Investimentos LTDA, omitindo sua participação ativa na gestão da sociedade BSB Cinema Produções, junto com seu irmão, Erik de Castro.

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