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Diogo Vilela revela que estava com medo de fazer o 'Zorra' por defasagem

Diogo Vilela no Conversa com Bial - Reprodução/vídeo
Diogo Vilela no Conversa com Bial Imagem: Reprodução/vídeo
do UOL

Colaboração para o UOL

15/08/2020 02h43

Diogo Vilela, que estreia hoje na nova temporada do "Zorra", na Rede Globo, disse que inicialmente estava com medo de fazer o programa devido a alguma possível falta de sintonia com a produção. No entanto, se sentiu em casa ao ser surpreendido com a qualidade dos roteiros.

"Eu estava com medo quando entrei e cheguei a pensar: 'Será que vai ter alguma defasagem? Como é que vai ser?' Porque a gente sempre fica [pensando isso], né", revelou o ator de 62 anos no "Conversa com Bial" desta madrugada. "Mas, eu adorei", celebrou.

Segundo Vilela, que tem em seu extenso currículo novelas e programas televisivos de sucesso como "Sassaricando", "TV Pirata", "A Grande Família", "Os Normais", "O Auto da Compadecida" e "Toma Lá, Dá Cá", falou que os textos da nova temporada do "Zorra" o conquistaram e o encorajaram.

"Quando eu comecei a ler os textos, eu disse: 'Que incrível isso'", exaltou ele, e continuou: "Os autores são impressionantes. É um humor compatível, sabe? Então, estou vivendo essa coisa legal com o "Zorra"'.

Até para Pedro Bial sobrou. Em um dos novos quadros do programa, intitulado "Pedro", Vilela interpretará o apresentador de forma cômica e caricata. "O texto é genial. Eu não gravei ainda, mas se você visse as entrevistas que eu vou fazer. Tem uma que é obra-prima", adiantou.

O "Zorra" vai ao ar aos sábados, logo após a exibição da novela "Fina Estampa". Além de Diogo, também estão no elenco Marisa Orth, Robson Nunes, Victor Lamoglia, Karina Ramil, entre outros.

Demonização da arte

Durante a conversa, Vilela se mostrou bastante triste com a perseguição à classe artística que vem acontecendo atualmente no país, alimentada pelos governantes.

"Estamos sendo demonizados e invalidados. É uma tragédia cultural", lamentou ele. "[O Brasil] é um país sem arte, onde a arte está brotando do sofrimento. O artista nasce sempre, mas a arte é um legado e o mundo está muito sem arte, as pessoas não estão convivendo com a arte", disse.

O ator também defendeu os companheiros de profissão, dizendo que os artistas brasileiros têm muito valor e estão no mesmo nível dos internacionais, e citou uma frase do filósofo Friedrich Nietzsche, definindo que a arte é a fuga do tédio e o caminho para a verdadeira felicidade.

O "Conversa com o Bial" vai ao ar de segunda à sexta-feira após o Jornal da Globo.

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