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Assumir doença deu paz para que Freddie Mercury partisse, diz amigo

Freddie Mercury posa com assistente e amigo, Peter Freestone - Reprodução
Freddie Mercury posa com assistente e amigo, Peter Freestone Imagem: Reprodução
do UOL

Do UOL, em São Paulo

21/11/2019 12h06

O cantor Freddie Mercury morreu em 24 de novembro de 1991, mas as histórias que cercaram seus últimos dias seguem repercutindo até hoje. E uma delas foi contada por Peter Freestone, um dos amigos que ficou ao lado do ex-cantor do Queen no período em que ele já estava bastante debilitado.

Em entrevista à Express, Peter relembrou o período difícil que Freddie atravessou em seus últimos dias de vida. Um dos maiores temores de Freddie após descobrir a doença era chegar em um estágio em que ele não pudesse cuidar de si próprio ou decidir seu destino.

"Eu não quero ser um fardo para ninguém. Eu gostaria de sentir que parti sem ser um fardo (para ninguém)", dizia o cantor.

Segundo Freestone, que morou com Freddie em sua mansão de 1978 até 1991, ele e outros amigos faziam revezamento para ficar ao lado do cantor durante os momentos mais delicados.

"Na última semana, ele já não saía mais da cama e nunca estava sozinho. Nós fazíamos turnos de 12 horas (para acompanhá-lo). Eu estava sentado na cama segurando as mãos dele para que, quando ele acordasse, tivesse alguém lá. Nós conversamos sobre amenidades como amizades e fofocas", declarou Freestone, que acrescentou:

"A última vez que o vi foi em 22 de novembro, uma sexta-feira à noite."

Naquele dia, o astro do Queen ligou para seu empresário e amigo, Jim Beach, e juntos eles decidiram divulgar um comunicado oficial confirmando as longas suspeitas sobre seu estado de saúde.

"Após a enorme conjectura na imprensa nas últimas duas semanas, quero confirmar que fui diagnosticado como HIV positivo e tenho Aids. Achei correto manter essas informações em sigilo até o momento para proteger a privacidade das pessoas ao meu redor. No entanto, chegou a hora de meus amigos e fãs ao redor do mundo conhecerem a verdade e espero que todos se juntem a mim, meus médicos e todos aqueles em todo o mundo na luta contra esta terrível doença. Minha privacidade sempre foi muito especial para mim e sou famoso pela falta de entrevistas. Por favor, entenda que essa política continuará."

Peter explica que, ao contrário do que as pessoas acreditam, Freddie não liberou o comunicado sobre seu estado de saúde um dia antes de morrer. Ele foi divulgado na sexta-feira à noite, mas acabou sendo publicado apenas no sábado pela manhã. E o amigo pessoal do cantor acredita que foi justamente isso que ajudou Freddie a "encontrar paz".

"Eu nunca tinha visto ele tão relaxado, só (ficou assim) depois que o segredo foi revelado. Não havia mais nada para esconder ou se preocupar. Então ele pôde se preparar. Foi um alívio enorme (para ele) simplesmente deixar aquilo sair", contou Peter.

Cerca de 24 horas depois, Freddie morreu, mas Peter prefere acreditar que o amigo simplesmente "escolheu partir".

"Todos sabíamos que não demoraria muito (para ele morrer), mas o médico dele disse que ele poderia ter ficado conosco por mais alguns dias. Eu tendo a sentir que o Freddie decidiu que já tinha passado pelo suficiente e que já era hora de ir em seus próprios termos", concluiu.

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