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De carros a munição, conheça os 7 países que mais importam produtos do ABC

Automóveis e componentes automotivos puxam a lista de exportações da região do ABC Paulista - Fernando Donasci/UOL
Automóveis e componentes automotivos puxam a lista de exportações da região do ABC Paulista Imagem: Fernando Donasci/UOL

Guilherme Guilherme e Rodrigo Monteiro

do RROnline*

04/08/2017 09h36

O volume de exportação da produção do ABC, na região metropolitana de São Paulo, aumentou 11,78% nos seis primeiros meses de 2017, se comparado ao mesmo período do ano passado. O valor passou de US$ 2,27 bilhões (cerca de R$ 7 bilhões) em produtos exportados para US$ 2,57 bilhões (mais de R$ 8 bilhões). Os dados são do AliceWeb, site oficial de estatísticas sobre o comércio exterior brasileiro.

A região do ABC, formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, é conhecida por ser um dos primeiros polos industriais do país, e a maior parte dos produtos exportados é ligada ao setor automobilístico. Muitos dos principais países compradores são da América Latina, que concentram grade parte das compras de automóveis já em estado final.

Por outro lado, países com indústria automobilística mais desenvolvida preferem a compra de peças automobilísticas. Segundo o economista Sandro Maskio, professor e coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de SP, esses fenômenos se devem à logística e à qualidade dos automóveis produzidos no Brasil.

Conheça abaixo os sete países que mais importaram produtos do ABC Paulista de janeiro a junho de 2017 e quanto eles gastaram nesse período.

  • Antonio Scorza/AFP

    Argentina - Valor gasto: US$ 1,06 bilhão

    A maior parte do valor gasto pela Argentina no ABC foi destinado à compra de automóveis e peças automobilísticas. Do valor total, US$ 683.644.967 são gastos em tratores e automóveis para transporte de cargas e passageiros. Outros US$ 150.434.617 foram investidos em chassis e peças automobilísticas.

  • Jorge Araujo/Folhapress

    México - Valor gasto: US$ 266 milhões

    Para o México, os produtos mais exportados são os automóveis para passageiros (US$ 59.158.230), seguidos por máquinas e ferramentas para uso industrial (US$ 53.335.217).

  • Sergio Moraes/ Reuters

    Estados Unidos - Valor gasto: US$ 217 milhões

    Os produtos exportados para os Estados Unidos são bastante diversificados e não se concentram em veículos, sendo, em geral, relacionados a materiais industriais. Porém as duas principais mercadorias que o país importa do ABC são pneus de borracha (US$ 23.427.685) e equipamentos ligados à indústria bélica, como bombas e munições (US$ 18.707.535).

  • Fernando Donasci/UOL

    Chile - Valor gasto: US$ 158 milhões

    Assim como nos casos de México e Argentina, os produtos mais exportados para o Chile são automóveis para transporte de cargas e passageiros. Juntos, esses produtos totalizam US$ 84.842.122. O chassi com motor é o segundo produto mais exportado para o Chile na região, com US$ 35.759.664 gastos.

  • Jonathan Heckler/JC

    África do Sul - Valor gasto: US$ 90 milhões

    Mais que a metade do valor que a África do Sul gasta em produtos do ABC se concentra na compra de tratores: US$ 48.754.604.

  • Divulgação/Mercedes-Benz

    Irã - Valor gasto: US$ 82 milhões

    Durante o mês de junho, o Irã aumentou em US$ 30 milhões o valor investido em mercadorias do ABC, passando de US$ 52.332.213 para US$ 82.381.668. Desse valor, 87,5% é gasto em chassis motorizados. Os outros 12% são destinados à compra de carrocerias para automóveis.

  • Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Peru - Valor gasto: US$ 73 milhões

    Os gastos do Peru na região também se concentram no setor automotivo. Contudo, diferentemente dos países citados anteriormente, não há um produto específico do qual o Peru seja um grande comprador. Mercadorias como chassis, tratores, veículos para transporte de cargas e passageiros somam US$ 57.039.528 gastos no ABC.

    *Conteúdo produzido por alunos de Jornalismo da Universidade Metodista de SP, sob orientação do professor Ricardo Fotios.

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