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Órgãos de segurança se reúnem por Cruzeiro x Atlético-MG com torcida única

Briga na saída de Cruzeiro x Atlético-MG no Mineirão - Reprodução/TV UOL
Briga na saída de Cruzeiro x Atlético-MG no Mineirão Imagem: Reprodução/TV UOL
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Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

12/11/2019 04h00

A confusão entre os torcedores de Cruzeiro e Atlético-MG na tarde de domingo (10), no Mineirão, faz com que Polícia Militar e Ministério Público trabalhem com a possibilidade de mudar a distribuição de ingressos nos clássicos do Estado.

Hoje, os jogos entre os dois principais clubes de Minas Gerais têm a carga de entradas dividida em 90% para o mandante e 10% para o visitante. A intenção é que haja apenas torcedores do time da casa nos clássicos locais.

A intenção foi confirmada pelo major Felipe Oliveira de Souza em rápido contato telefônico com o UOL Esporte. No entanto, ele deixa claro que requer o apoio de outros órgãos, como o Ministério Público.

"Nenhum órgão vai solicitar sozinho essa questão de torcida única. Isso tem que ser por meio de um colegiado. No decorrer da semana, vamos nos reunir com o Doutor Paulo de Tarso, promotor de Justiça, para a gente alinhar o que pode fazer. É uma solução? Acredito que é uma solução, mas a gente tem que decidir com mais gente. Alguma coisa tem que ser feita. A gente não pode deixar que situações como a de ontem [domingo] continuem acontecendo. A gente monta toda uma estrutura, com segurança, tropa da PM e o fato ainda acontece. A gente toma todas as precauções, mas ainda continua acontecendo", disse.

"Isso tudo aconteceu por causa da animosidade entre a torcida Máfia Azul e a torcida Pavilhão. Surgiu um tumulto, vão surgindo outros e vira uma balburdia coletiva. A Polícia Militar sozinha não decide isso. Mas pode acontecer", acrescentou.

A reportagem procurou os dois clubes envolvidos no principal jogo da capital mineira para que eles se posicionassem de forma favorável ou contrária à mudança na distribuição de ingressos nos clássicos. As assessorias de Cruzeiro e Atlético, contudo, não responderam até a publicação desta matéria.

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