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'Power': Rodrigo Santoro passou 9 horas na maquiagem para filme de ação

Rodrigo Santoro é o vilão Biggie em "Power", novo filme da Netflix - Divulgação
Rodrigo Santoro é o vilão Biggie em 'Power', novo filme da Netflix Imagem: Divulgação
do UOL

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

14/08/2020 04h00

E se você pudesse tomar uma pílula para ter um superpoder por cinco minutos? Na melhor das hipóteses, você ficaria invisível, super-resistente ou com o corpo coberto por chamas. Na pior... você poderia explodir até a morte.

É o cenário de "Power", novo blockbuster de ação da Netflix, que estreia hoje. A droga (que também se chama Power) começa a circular na cidade de Nova Orleans, causando um caos que une um policial (Joseph Gordon-Levitt), uma adolescente que vende drogas para ajudar a mãe (Dominique Fishback) e um ex-soldado em busca de vingança (Jamie Foxx).

Os caminhos dos três levam a Biggie, interpretado por Rodrigo Santoro. O vilão é o grande rosto do Power, já que é ele o encarregado por vender a droga para pessoas que não são exatamente bem-intencionadas.

"Ele criou um personagem que é este vendedor no controle da situação, que sabe exatamente o que diz, mas por trás disso é um cara muito inseguro e até covarde em muitos momentos", conta o ator em um papo com o UOL.

Transformações

Para viver Biggie, Santoro precisou se transformar fisicamente. Para começar, ele teve de cortar a grande barba com a qual gravou a série "Reprisal", do Hulu. E, também, encarar um bom tempo na maquiagem para criar as marcas que o personagem carrega no pescoço e no peito.

Eu passei muito tempo na maquiagem, foram mais ou menos umas nove horas no primeiro dia, porque são várias peças. A gente estava tentando moldar a maquiagem e encaixar para que ela ficasse de forma muito natural, porque o filme tem pouquíssimos efeitos especiais.

Dá para ver um pouco do processo aqui, nesse vídeo enviado com exclusividade ao UOL:

Mas as transformações não pararam por aí: para uma das sequências mais empolgantes do filme, o ator teve de mudar ainda mais sua aparência (e mais não vamos contar para não estragar a surpresa). Foi uma oportunidade daquelas para o ator, que também gosta de trabalhar com esse lado da atuação —é só lembrar dele como o Xerxes de "300".

Gosto muito de trabalhar com maquiagem e próteses, e tive uma experiência muito parecida quando fiz o "300". Mas neste filme foi muito mais intenso. Achei que era uma boa oportunidade de eu me aprofundar nesse tipo de experiência e trabalhar com isso.

Sem dublês

"Power" é praticamente um filme de super-heróis, mas foi filmado de forma realista pela dupla de diretores Henry Joost e Ariel Schulman, responsável por "Nerve" e por dois filmes da franquia "Atividade Paranormal".

A parte favorita de Santoro, uma cena de ação envolvendo ele, Foxx e Gordon-Levitt, foi filmada "quase como um documentário" e exigiu muito ensaio —principalmente porque se trata de um plano sequência, em que não há cortes.

Tudo tem que dar certo do começo ao fim para que aquele plano funcione. Então teve muito ensaio com os coreógrafos e os dublês. Eu fiz todas as minhas partes, nem dava para usar dublê. Demorou muito para fazer, foi mais um dia para completar a sequência. Mas quando a gente finalmente conseguiu, foi uma comemoração incrível.

Set divertido

Apesar do trabalho intenso, o clima no set de "Power" era leve e descontraído, e Santoro é só elogios aos colegas de equipe.

Eu realmente me diverti muito também trabalhando com o Jaime com o Joseph. Foi incrível, e a atmosfera no set era muito, muito divertida.

"Os diretores também são dois jovens supertalentosos, mas muito abertos a discutir as ideias que eu tivesse para o personagem, sugestões da improvisação", completa. "O Jaime também tem um background de stand-up e está acostumado a improvisar. Então foi um exercício mesmo assim muito espontâneo e solto".

Lançamento na pandemia

Na falta dos cinemas, fechados por conta da pandemia de covid-19, "Power" se junta a outros blockbusters de ação que a Netflix lançou na quarentena, como "Resgate" e "The Old Guard". E Santoro sente a responsabilidade de lançar um filme neste momento.

Acho que é muito importante a gente parar para pensar no papel que a arte teve e está tendo durante essa pandemia que a gente está vivendo né porque a gente tem estado confinado e as pessoas estão lendo literatura, ouvindo música, vendo filmes e séries. Imagina como seria se a gente não tivesse acesso a essas coisas?

Que superpoder Rodrigo Santoro teria?

Depois de ver "Power", é impossível não se perguntar: você usaria uma droga que te prometesse cinco minutos de um superpoder, mesmo que ela pudesse ser letal? Para Santoro, a resposta é clara: "Jamais. Eu não tenho esse desejo todo por poder por um superpoder".

Quando criança, o ator sonhava com o teletransporte —que, convenhamos, seria bem útil nesses tempos de pandemia. Mas hoje ele vê outros poderes que poderiam ajudar até mais:

Acho que uma pílula da imunidade para a gente poder se abraçar, abraçar os amigos, os pais, ou uma pílula que criar um superpoder com o qual a gente transforma preconceito em amor... Essa pílula seria muito útil nos dias de hoje. Mas essas pílulas ainda não são reais, e no filme elas são perigosas. Então vamos seguir com a realidade e enfrentar.

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