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Tapeçarias de Rafael voltam à Capela Sistina depois de séculos

17.02.2020 - Uma das tapeçarias de Rafael penduradas na Capela Sistina - Vera Shcherbakova/TASS
17.02.2020 - Uma das tapeçarias de Rafael penduradas na Capela Sistina Imagem: Vera Shcherbakova/TASS

Philip Pullella

Da Cidade do Vaticano

17/02/2020 11h43

Colocar mais obras-primas na Capela Sistina de Michelangelo para fazerem companhia aos afrescos do teto e à parede do Juízo Final pode parecer tão supérfluo quanto acrescentar diamantes às Joias da Coroa.

Mas o criador destas obras-primas é Rafael, contemporâneo e rival de Michelangelo na Renascença, por isso o Vaticano abriu uma exceção durante um período curto.

Pela primeira vez em séculos, todas as 12 tapeçarias criadas por Rafael foram penduradas nas paredes mais baixas da Capela Sistina, como parte dos eventos que marcam o 500º aniversário da morte do artista.

"Elas foram concebidas para este espaço, por isso pensamos que era a melhor maneira de lembrá-lo", disse Barbara Jatta, diretora dos Museus do Vaticano, à Reuters.

As tapeçarias, que foram feitas em Bruxelas pelo famoso estúdio de Pieter van Aelst, com base nos desenhos de Rafael, retratam cenas dos Atos dos Apóstolos, como o apedrejamento de Estevão e São Paulo pregando em Atenas.

Na próxima semana, elas estarão de volta na Capela Sistina, onde ficaram entre o momento em que Michelangelo terminou de pintar o teto, em 1512, e aquele em que começou a pintar a grande parede do Juízo Final, atrás do altar principal, em 1536.

Todas as 12, trançadas com seda, lã e fios de ouro e prata, foram restauradas com grande esmero pelos conservadores dos Museus do Vaticano nos últimos 10 anos.

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