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Jardine busca identidade no São Paulo com posse de bola e agressividade

Marcello Zambrana/AGIF
Técnico vai para o quarto jogo da temporada à frente do Tricolor Paulista Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
do UOL

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

24/01/2019 04h00

Ao apostar em André Jardine para comandar o time profissional, o São Paulo esperava que o jovem técnico ajudasse a construir uma nova identidade para a equipe. Um desejo do diretor-executivo de futebol Raí que passa pelo estilo de jogo e também por uma unidade maior no trabalho da comissão técnica. Passadas três semanas do início da temporada, o Tricolor já vê avanço nessa missão.

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A ideia de ser protagonista das partidas, controlando posse de bola e agredindo os adversários o tempo todo será colocada em prática mais uma vez nesta quinta-feira, às 21h. O São Paulo disputa a segunda rodada do Campeonato Paulista contra o Novorizontino, embalado pela goleada por 4 a 1 sobre o Mirassol na estreia.

A atuação do último sábado, no Pacaembu, foi o fôlego inicial que Jardine precisava para afastar a possível desconfiança gerada pelas derrotas na Florida Cup e um fim frustrante de Campeonato Brasileiro em 2018, quando assumiu o time às pressas. O técnico conseguiu mostrar repertório de jogadas na equipe, que triangulou e se movimentou como há tempos não se via no Tricolor.

Jardine tem mais princípios para implantar, mas não tem pressa. São frequentes as conversas com o auxiliar Sandro Forner, o preparador físico Carlinhos Neves e o coordenador técnico Vagner Mancini para discutir planos e processos. Jardine e Forner entram com o entusiasmo, Neves e Mancini, mais experientes, com a cautela. Assim, vão dosando as novidades e mudanças no trabalho do dia a dia.

Um exemplo disso está no cuidado com a defesa. Jardine foi auxiliar de Diego Aguirre e sabe que o técnico uruguaio deixou um bom legado no setor, com os melhores números desde 2007 no clube, para ser aproveitado neste ano. Os zagueiros elogiaram a manutenção da forma de marcar e assim se sentem mais seguros a tentar sair jogando com a bola no chão, como o novo chefe prega.

Quem costuma comandar os treinos com os defensores é Sandro Forner. Jardine se ocupa mais com as jogadas ofensivas. Eles recebem ainda o apoio de Luiz Felipe Batista e Raony Thadeu, analistas de desempenho que têm participado dos treinamentos todos os dias. Era uma prática comum nos tempos de Dorival Júnior, mas que perdeu espaço com Aguirre. Carlos Vargas, outro analista, fica mais voltado à observação do mercado e de adversários.

Delegar tarefas e compartilhar a liderança sempre foi uma característica de Jardine, desde os tempos de Cotia. O São Paulo considera isso uma virtude, principalmente para quem está começando uma carreira no profissional em um clube que tem sido pressionado para voltar a ser campeão - conquistou apenas uma taça nos últimos dez anos.

FICHA TÉCNICA:
NOVORIZONTINO X SÃO PAULO

Local: Estádio Jorge Ismael de Biasei, em Novo Horizonte (SP)
Data/Hora: 24 de janeiro de 2019, às 21h
Árbitro: Marcio Henrique de Gois
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Luiz Alberto Andrini Nogueira

NOVORIZONTINO: Vagner; Lucas Ramon, Everton Sena, Flávio Boaventura e Paulinho; Adilson Goiano, Jean Patrick e Murilo; Paulinho Moccelin, Felipe Marques e Carlos Henrique. Técnico: Roberto Fonseca.

SÃO PAULO: Tiago Volpi, Bruno Peres, Arboleda, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Nenê; Helinho, Pablo e Everton. Técnico: André Jardine.

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