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Tenor Placido Domingo volta a se dizer inocente das acusações de assédio

06/08/2020 17h21

Roma, 6 ago (EFE).- O tenor e maestro espanhol Placido Domingo voltou a se defender das acusações de assédio sexual, desta vez em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal italiano "La Repubblica" e garantiu nunca ter cometido tal crime e que algumas de suas declarações foram mal interpretadas.

"Nunca abusei de ninguém", garantiu o artista, que em 2019 foi acusado pela imprensa dos Estados Unidos de assédio sexual contra cerca de 20 mulheres.

As acusações o derrubaram do cargo de diretor da Ópera de Los Angeles e levaram ao cancelamento de todas as suas representações no país, além de uma comparação com o produtor de cinema Harvey Weinstein, condenado por estupro no começo deste ano e motivador principal da criação do movimento #MeToo, que trouxe à tona inúmeras denúncias de assédio sexual na indústria do entretenimento.

"Dói que me chamem de Weinstein da Lírica. Eles falam de mim como se eu tivesse sido julgado por um tribunal para ser exato. Acusações, mas não é bem assim. Esta ambiguidade é inaceitável, nunca abusei de ninguém e vou dizer isso enquanto estiver vivo", frisou.

Domingo revelou que preferiu dar entrevista à imprensa da Itália porque, segundo ele, o país está pronto para abraçá-lo novamente, em alusão às comemorações de 50 anos de carreira, realizadas em 2019 no La Scala, em Milão, e na Arena de Verona.

Depois de ter sido infectado pelo novo coronavírus e passado o período de isolamento em Acapulco, no México, o tenor revelou que temia perder a voz e não poder voltar a cantar. Hoje, ele receberá o Austrian Music Theatre Award 2020, no aeroporto WA Amadeus, em Salzburg, em reconhecimento a sua carreira.

Entretanto, ao jornal italiano, o artista disse que as acusações que recebeu e a veiculação pela imprensa desestabilizaram ele e toda a família, causando, em suas palavras, mais danos que o vírus SARS-CoV-2.

"Agora só posso tomar consciência de que não serei capaz de cantar em algumas partes do mundo, como os Estados Unidos e a Espanha, e não por causa da decisão do público, que continua me enviando mensagens de solidariedade", afirmou o tenor, que além da Ópera de Los Angeles, foi excluído também do Teatro de la Zarzuela, em Madri.

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