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Três anos depois, Tite repete discurso da estreia e fala em se "reinventar"

Em pouco mais de três anos, Tite soma 23 jogos no comando da seleção, com 17 vitórias - Pedro Martins/Mowa Press
Em pouco mais de três anos, Tite soma 23 jogos no comando da seleção, com 17 vitórias Imagem: Pedro Martins/Mowa Press
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/11/2019 19h33

Resumo da notícia

  • Tite disse que está em momento de se "reinventar" com novos jogadores
  • Discurso guardou semelhanças com o da apresentação do técnico em 2016
  • Seleção passa por algumas reformulações desde a derrota na Copa-2018
  • Brasil enfrenta a Argentina amanhã, em amistoso na Arábia Saudita, às 14h

Tite usou um discurso parecido com o de quando foi apresentado como treinador da seleção brasileira, há três anos, para descrever seu momento atual no comando da equipe. Na véspera do amistoso contra a Argentina, amanhã, às 14h (de Brasília), na Arábia Saudita, o treinador falou novamente em se "reinventar" e que busca alternativas para tirar o melhor de uma equipe que tem passado por algumas renovações desde a Copa do Mundo do ano passado.

"São 23 jogos oficiais, e traduzindo em números, sem fingir modéstia, me orgulha a forma da equipe jogar. Tem média de 2,2 gols por jogo. Destes 23 jogos, 17 vitórias. A equipe gosta de jogar, propõe, é alegre sem ser irresponsável. A ideia está bem clara nesses 23 jogos. Agora a equipe está em um período de se reinventar, ela e seu técnico, eu me reinventando em cima de novos jogadores. Estamos nos reinventando para uma competição que vem em seguida. Mas dentro de uma ideia", disse Tite.

Quando assumiu a seleção, em setembro de 2016, no lugar de Dunga, que foi demitido após ser eliminado na primeira fase da Copa América, Tite usou palavras parecidas. "É uma responsabilidade muito grande. Vou ter que me reinventar enquanto técnico e acompanhar as situações que já teremos que enfrentar", afirmou à época.

Desde a Copa, em que foi eliminado pela Bélgica nas quartas de final após derrota por 2 a 1, Tite mudou algumas peças centrais da seleção brasileira. Entre os principais nomes que não têm sido convocados estão o lateral Marcelo, o volante Paulinho e o meia Renato Augusto. Outros jogadores ganharam protagonismo, como Marquinhos, Arthur e Roberto Firmino - que, na Copa, foi reserva.

"Estamos procurando, fazendo combinações de atletas em setores, estabelecendo conexões. Do lateral com o externo, do trio do meio de campo... ainda não encontramos a melhor forma. Estamos em busca", admitiu Tite, que rechaçou a palavra "teste" para descrever uma possível primeira chance a novatos como Rodrygo, Wesley e Douglas Luiz.

"Uso 'oportunidade' propositadamente, porque quando fala 'teste', estamos falando de alguém que tem qualidade técnica, então não serve essa frase. Temos que aproveitar o atleta em bom momento, por isso falo 'oportunidade'. O jogo pode falar. Talvez para começar o jogo a gente já possa dar oportunidades. Mas não posso trazer um atleta que está se ambientando com a Seleção e já colocar ele jogando. Passa por uma etapa de colocar a camiseta, sentir a camisa... O Bielsa colocou assim: 'colocar atleta novo é bom para a biografia, mas dar oportunidade quando o atleta está preparado, aí sim, é desafiador'. Tentamos preparar o atleta para ele passar essas etapas, aí sim é consistente".

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