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Peres fala em golpe e diz que Rollo só assume em caso de morte ou doença

Orlando Rollo, vice-presidente, José Carlos Peres, presidente, "brigam" na Vila Belmiro - Ivan Storti/Santos FC
Orlando Rollo, vice-presidente, José Carlos Peres, presidente, "brigam" na Vila Belmiro Imagem: Ivan Storti/Santos FC
do UOL

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

11/11/2019 21h06

O presidente José Carlos Peres se pronunciou na noite de hoje sobre as ações do vice-presidente Orlando Rollo durante o dia em Santos. O vice se declarou "presidente em exercício" diante a punição de 15 dias do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao mandatário e Peres classificou o ato como golpe. Se depender de Peres, Rollo só assume a presidência santista em caso de morte ou doença do mandatário.

Rollo foi à Vila Belmiro na manhã de hoje acompanhado por mais de vinte ex-funcionários, a maioria despedidos por José Carlos Peres. O vice-presidente disse que retornou hoje mediante pedido do Conselho Deliberativo, que anulou uma portaria que retirava os poderes do cartola, mas se deparou com a suspensão de Peres e, segundo ele, assumiu como presidente para não deixar o clube sem dirigente por 15 dias. Para Peres, as ações de seu vice classificam um golpe.

"Difícil falar hoje. Considero uma das páginas mais negras do Santos. Uma tentativa de golpe. Gostaria de agradecer aos funcionários do clube, que foram solidários, e ao comitê gestor, que continua íntegro, com os mesmos nomes. O que mais nos preocupa agora é que essa turbulência não chegue ao departamento de futebol. Todo mundo sabe que houve uma reunião que permitiu que o Rollo assumisse seu lugar, que é um posto na mesa do Conselho Deliberativo. Ele é vice-presidente do comitê gestor e poderá aparecer a cada 15 dias nas reuniões", disse Peres em entrevista coletiva nesta noite.

Um documento oficial do STJD que foi a público no final desta tarde declarou que a punição de Peres vale exclusivamente para o âmbito desportivo, impedindo o mandatário de comparecer a jogos e eventos, ou assinar documentos relacionados ao esporte. No entanto, a punição não impede que o presidente siga em seu cargo durante o período. Para ele, Rollo só assume o cargo em caso de morte, doença ou algo inesperado.

"Nunca fui afastado. Continuo presidente desde que fui eleito. Tive que ir a reuniões importantes e fui informado de que havia uma invasão de 30 pessoas na sala da presidência, e quem a comandava era o vice. Já comunicamos à CIS e ao presidente Marcelo Teixeira, explicando o que significa minha punição. Isso ficou claro para todos. A punição é esportiva. A parte administrativa eu estou tocando. Quem tomará as providências será CIS. O advogado falar o que falou é brincadeira... só dando risada. Para ele entrar como presidente, ou eu morro, ou fico doente, ou sou impedido por alguma coisa que não estou esperando. Lamentamos isso tudo. Os próximos dias estão aí. Vamos levantar a cabeça", afirmou Peres.

Durante o dia, Rollo pediu a saída de quatro membros do Comitê de Gestão do Santos: Pedro Dória, Bruno Carbone, Anibal Perão e Paulo Schiff. Como presidente em exercício, o vice teria autonomia para tal ação, mas o documento foi protocolado junto ao Conselho Deliberativo que acatará ou não o cargo temporário de Rollo. Ele também indicou quatro substitutos e esses precisam ser aprovados pelo órgão.

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