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Campeonato Italiano começa com todos lutando contra a hegemonia da Juventus

22/08/2019 16h26

Roma, 22 Ago 2019 (AFP) - Ganhar, como sempre, mas também agradar: depois de oito 'Scudettos' consecutivos na Itália, a Juventus perseguirá a partir de sábado um novo desafio esportivo e estético sob as ordens de Maurizio Sarri e contra adversários bem reforçados, como a Inter de Milão e o Napoli na linha de frente.

Contratado em substituição a Massimiliano Allegri, que deixou o cargo com um extraordinário balanço de cinco títulos da Serie A e quatro Copas da Itália em cinco anos, Sarri, que não vai poder comandar a equipe no sábado contra o Parma fora de casa no jogo de abertura devido a uma pneumonia, sabe para que foi escolhido.

Ele precisa ganhar, algo que sempre foi o mínimo para a Juventus, mas também mostrar um futebol um pouco mais agradável do que o apresentado pelo pragmático Allegri.

Mas seu ano em Londres, coroado com a Liga Europa com o Chelsea, não fez esquecer suas três temporadas em Napoli, onde costumava reclamar das supostas vantagens que favoreciam a Juve.

Dessa forma, não conta logo de cara com a simpatia de alguns setores dos tifosi 'bianconeri', que não o perdoarão caso não conquiste títulos.

No plano europeu, a Champions segue sendo um objetivo para a 'Vecchia Signora', cujo elenco foi reforçado com Rabiot, Ramsey e o tão aguardado De Ligt.

- Inter se fortalece -Logo atrás, os adversários querem acabar com a hegemonia da Juventus. E Sarri já avisou que vai ser necessário mais tempo para entrosar sua equipe.

O principal candidato a ocupar o trono da Juve é a Inter de Milão, apoiado no considerável poder econômico de seus proprietários chineses, que colocaram no comando da equipe Antonio Conte, o homem dos três primeiros 'Scudettos' dos oito consecutivos que da Vecchia Signora.

Assim como Sarri, Conte passou pelo Chelsea, clube em que os dois ganharam títulos mas sem conquistar o amor da torcida. Com Carlo Ancelotti no Napoli há um ano, a Serie A recupera um trio de técnicos de primeira linha.

Para por fim ao domínio do time de Turim, Conte conseguiu a contratação de Lukaku, o potente atacante belga, vindo do Manchester United por mais de 60 milhões de euros.

A Inter contratou também o uruguaio Diego Godín (Atlético Madrid) além dos jovens e promissores italianos Sensi (Sassuolo) e Barella (Cagliari), e ainda conta com a chegada do chileno Alexis Sánchez.

Mas alguns jogadores importantes foram embora, como Nainggolan e Perisic. Além disso, o conflito entre o club e o argentino Mauro Icardi aún no está cicatrizado y podría estallar en cualquier momento.

- O desafio de Balotelli -"Na teoria a Juve é o time mais forte. Não podemos esquecer que vence há oito anos e ainda se reforçou", disse na segunda-feira na Gazzetta dello Sport o técnico italiano Roberto Mancini.

"E o Napoli me parece perigoso. Eles têm os mesmos jogadores, acostumados a jogar juntos. Enquanto que a Inter mudou quatro ou cinco titulares e perdeu peças importantes (...) No momento digo Juve, Napoli, Inter", acrescentou o ex-técnico da Inter.

O Napoli, de fato, se consolidou com Manolas na defesa e o mexicano Lozano.

Atrás dos três grandes, a luta pelo quarto lugar, que dá acesso direto à Champions, será terrível, há nada menos que seis candidatos: Atalanta, Milan, os dois clubes da capital, Lazio e Roma, o Torino e até a Fiorentina, que na quarta-feira apresentou o veterano francês Franck Ribéry.

A princípio serão mais modestos os objetivos do Brescia, novo clube do polêmico Mario Balotelli, que poderá viver um calvário se os insultos racistas que já sofreu no passado se repetirem. Apesar disso, o atacante se mostra otimista por retornar a sua "casa" e sonha até em um retorno para a seleção italiana.

stt/iga/dr/aam

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