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1 mês

Líder de culto que pregava 'cura' da covid-19 é achada mumificada nos EUA

Amy Carlson, de 45 anos, era líder de culto que vendia  prata coloidal como se fosse "cura" para covid-19 - Reprodução/Instagram
Amy Carlson, de 45 anos, era líder de culto que vendia prata coloidal como se fosse 'cura' para covid-19 Imagem: Reprodução/Instagram
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/05/2021 16h05Atualizada em 05/05/2021 16h05

Sete membros do controverso culto norte-americano "Love Has Won" (O Amor Venceu, em tradução), que pregavam uma suposta "cura" para a covid-19, foram presos depois que o corpo da líder do grupo, Amy Carlson, foi encontrado mumificado no dia 29 de abril.

O cadáver estava dentro de uma residência em Denver, nos Estados Unidos, segundo a revista People. O corpo conservado da guru, que tinha 45 anos, foi mantido embrulhado dentro de um saco de dormir decorado com luzes natalinas.

De acordo com a CBS Denver, um oficial que vasculhou a casa relatou que os restos mortais estavam em "algum tipo de santuário". Ele disse ainda que havia maquiagem brilhante ao redor dos olhos da líder do culto.

A hipótese mais provável, segundo os investigadores do caso, é que Carlson morreu em março, depois que ingeriu prata coloidal. De acordo com o site britânico Daily Mail, apesar da substância ser prejudicial à saúde, ela era vendida na seita como se fosse "uma cura" para a covid-19.

O grupo chegou até a receber uma advertência da agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, FDA (Food and Drug Administration), para deixar de promover o falso medicamento.

Em documentos judiciais, o gabinete do xerife do Condado de Saguache disse ter recebido muitas reclamações de famílias que afirmaram que o culto estava "fazendo lavagem cerebral nas pessoas e roubando seu dinheiro".

Os sete membros do culto religioso chamado 'Love Has Won' - Gabinete do Xerife do Condado de Saguache - Gabinete do Xerife do Condado de Saguache
Os sete membros do culto religioso chamado 'Love Has Won'
Imagem: Gabinete do Xerife do Condado de Saguache

Entre os presos acusados de participarem da seita, estão: Ryan Kramer, Christopher Royer, Sarah Rudolph, Karin Raymond, Jason Castillo, John Robertson e Obdulia Franco. Todos deverão responder por abuso de cadáver e abuso infantil, já que duas crianças — uma garota de 13 anos e um menino de dois anos — foram encontrados na casa do grupo.

A seita surgiu em 2018 e contava com cerca de 20 membros, que acreditavam que Carlson tentava salvar a humanidade há 19 bilhões de anos e havia sido filha do ex-presidente americano Donald Trump em outra vida. Ela supostamente "conseguia se comunicar com anjos" e levaria 144 mil escolhidos para uma outra dimensão no futuro.

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