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Diego San e Débora Gares discutem racismo no futebol e no jornalismo

Débora Gares e Diego San, no Redação SporTV - Reprodução/SporTV
Débora Gares e Diego San, no Redação SporTV Imagem: Reprodução/SporTV
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/11/2019 20h30

A edição de hoje (13) do Redação SporTV recebeu os repórteres Diego San e Débora Gares, do Grupo Globo, para ampliar a discussão iniciada no programa de ontem sobre racismo, quando o narrador Júlio Oliveira abordou o tema. Além de comentar o assunto, os jornalistas falaram sobre situações que vivenciaram na profissão.

Diego falou sobre o medo de expor situações de racismo e de ser prejudicado de alguma maneira por conta disso. O repórter, que pratica caratê, também falou que encontrou mais preconceito no ambiente do futebol que no ambiente das artes marciais.

"O medo de você se expor, tem que ter coragem de chegar e falar 'Eu sofro racismo' e apontar o dedo 'Você é racista', porque você precisa pagar contas e fica com medo de perder o emprego. Eu tenho medo de falar tudo o que eu passo. Como carateca eu passo menos, porque incomodo bem menos do que como jornalista. Em uma das minhas primeiras vezes cobrindo um jogo de futebol, um delegado do jogo chegou e falou: "O que esse neguinho está fazendo no campo?", declarou

Já Débora Gares falou sobre a relação do racismo com outros tipos de preconceito. Para a repórter, é difícil dissociar a discriminação racial de outras praticadas dentro dos estádios.

"No caso do torcedor do Atlético-MG, tem o ato racista e ele coloca a mãe no meio. Não consigo não pensar no feminino também envolvido, porque o ambiente do futebol é ainda muito machista. É sempre uma combinação, e as ofensas nos estádios versam sempre sobre três coisas: raça, gênero e orientação sexual", disse.

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