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Chama o Síndico ferve Carnaval de BH ao som de Tim Maia e Jorge Ben Jor

Cacá Lanari/Belotur/Divulgação
Bloco Chama o Síndico lotou ruas de Belo Horizonte no Carnaval 2018 Imagem: Cacá Lanari/Belotur/Divulgação
do UOL

Miguel Arcanjo Prado

Colaboração para o UOL, em São Paulo

2019-02-19T04:00:00

19/02/2019 04h00

"Vou chamar o síndico: Tim Maia!", brada Jorge Ben Jor na música "W/Brasil". Os dois ícones da música brasileira não poderiam estar de fora do Carnaval de rua de Belo Horizonte e quem assume a herança fruto de uma amizade cheia de groove é o Chama o Síndico. 

O bloco está na folia mineira desde 2012 e faz seu oitavo desfile neste ano, agendado para sair às 10h do dia 3 de março, em frente ao Mineirão, na Pampulha. Tudo indica que vai superar o recorde de 100 mil pessoas no ano passado. O bloco sairá com banda em trio elétrico e contará com a participação especial do rapper carioca BNegão, entre outros convidados. 

A ideia do bloco surgiu no fim de 2011, quando a percussionista e regente Nara Torres, também conhecida como DJ Naroca, conversou em uma festa com o vocalista e produtor cultural Matheus Rocha. No papo, descobriram que ambos tinham o desejo de criar um bloco com as canções dos ídolos Tim Maia e Jorge Ben em ritmo carnavalesco.

"No começo, foi bem despretensioso. A ideia era só botar o bloco na rua", conta ao UOL Matheus Rocha. O Chama o Síndico acabou por sair na quarta-feira anterior ao Carnaval, "porque naquela época o Carnaval de BH ainda não estava tão forte como hoje e havia muitos músicos que tocavam nas cidades históricas", lembra.

O desfile na quarta-feira antes do Carnaval acabou virando tradição, mas foi alterado neste ano. "Estamos experimentando coisas novas", avisa Rocha, antes de revelar um desejo antigo. "Sempre quisemos sair durante o Carnaval e de dia. Então, vamos testar isso agora. Vamos ver como o público responde."

Rocha ainda conta outra novidade deste ano: o Chama o Síndico sairá só com banda no trio elétrico, sem bateria no chão. "Sempre havia um delay muito grande entre bateria no chão, o vocalista e os outros músicos no trio. Vamos testar esse novo formato", afirma. E lembra um ponto importante do desfile: "Os alunos do Sindicato Inclusivo, nossas oficinas para pessoas com deficiência, vão abrir nosso Carnaval". 

O percurso do bloco também foi alterado neste Carnaval. "Ir para a Pampulha é interessante, pois valoriza outros pontos da cidade fora do centro e descentraliza o Carnaval de BH. Além disso, a Pampulha abriga com segurança o crescimento do bloco, com avenida larga e sem fiação", fala Renata Chamilet, produtora há três anos do Chama o Síndico. "A concentração será às 9h, com saída às 10h", informa. 

A produtora reforça que o crescimento do Chama o Síndico reflete o do próprio Carnaval de rua de Belo Horizonte nos últimos anos. "O Carnaval criou uma grande economia criativa e cultural em BH, gerando trabalho para profissionais de diversas áreas", celebra. E avisa: "Depois do Carnaval, vamos lançar o disco da banda Chama o Síndico". 

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