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União da Ilha contrata Cahê Rodrigues para sua Comissão de Carnaval

Divulgação
Cahê Rodrigues (camisa branca), com Laíla e diretores da União da Ilha Imagem: Divulgação
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

do UOL

2019-05-31T14:50:33

31/05/2019 14h50

A União da Ilha do Governador anunciou, na noite de ontem, a contratação de Cahê Rodrigues para a sua Comissão de Carnaval.

Profissional experiente, com passagens pela Imperatriz Leopoldinense, Grande Rio, Portela e Caprichosos de Pilares, Cahê chega na tricolor insulana para trabalhar ao lado de Laíla e Fran Sergio e com a principal diretriz já bem definida: fazer a escola recuperar a sua leveza e alegria tradicionais, mas sem abrir mão da competitividade.

Nesta entrevista exclusiva, o carnavalesco fala sobre a sua expectativa para o Carnaval 2020 na União da Ilha.

Como foi o convite para ir para a Ilha?

Eu fui pego de surpresa. O Djalma (Falcão, presidente) me ligou e chamou para me juntar ao time e pediu que eu batesse um papo com o Laíla. Conversei com ele ontem e firmamos a parceria.

Estou muito feliz por vários motivos. O primeiro, por trabalhar com o Laíla, o que eu já desejava há muitos anos. Ele é um mestre; sempre tive admiração pelo seu trabalho e desenvolver um projeto ao lado dele é um sonho. E por estar na Ilha, que é uma escola carinhosa, simpática e alegre. Eu precisava viver essa nova experiência. Estou muito feliz com a oportunidade e em fazer essa parceria com o Fran Sergio.

Você e Fran Sérgio já conversaram? Como será essa sinergia?

Ainda teremos uma reunião. Na cabeça do Laíla não existe divisão de tarefas. Tudo é conversado e decidido por nós três juntos. A escola ainda está procurando enredo. Esperamos um possível patrocínio, a se confirmar. Caso não saia, teremos um tema autoral. Temos uma reunião marcada para a semana que vem com toda a equipe para traçar todas as metas.

Vocês três têm uma marca em comum, que é um trabalho mais luxuoso. Mas a Ilha tem toda uma tradição de ser mais leve. Existe alguma diretriz sobre a linguagem que a escola levará para a avenida?

O desejo do Laíla é de justamente trazer de volta a alegria dos Carnavais da Ilha. Esse é o ponto mais importante para o desenvolvimento do enredo, qualquer que seja escolhido. O Laíla não abre mão de revivermos os Carnavais irreverentes da Ilha. Independentemente do enredo, vamos fazer um desfile dentro da essência da escola.

Apesar do luxo, você, na Imperatriz, já fez enredos com pegada mais popular.

Tive a oportunidade de fazer o Zico e o Zezé di Camargo e Luciano. É um perfil que me atrai. Gosto muito de mexer com a emoção no desenvolvimento dos enredos. Estamos precisando de uma mensagem positiva e alegre no Carnaval e com a Ilha, que já tem essa marca, será um casamento perfeito.

É o momento ideal para recuperarmos a leveza no Carnaval. Estamos vivendo muitas coisas difíceis. Cantar a alegria em uma escola que já representa isso é uma grande oportunidade.

O Carnaval tem esse dom, de fazer a vida ficar mais leve.

Sim. E nos últimos anos o Carnaval mostrou que ainda tem muita força de repercussão. Temos uma mídia espontânea que leva as mensagens a todo o mundo. Toda proposta que pudermos investir de trazer autoestima e alegria, é mais do que importante.

E ter a Ilha como fio condutor deste processo me inspira muito. O Laíla está disposto a fazer um Carnaval que leve a recordação dos áureos desfiles da União da Ilha, que permita os componentes cantarem e dançarem felizes na avenida.

A União da Ilha do Governador anunciou, na noite de ontem, a contratação de Cahê Rodrigues para a sua Comissão de Carnaval.

Profissional experiente, com passagens pela Imperatriz Leopoldinense, Grande Rio, Portela e Caprichosos de Pilares, Cahê chega na tricolor insulana para trabalhar ao lado de Laíla e Fran Sergio e com a principal diretriz já bem definida: fazer a escola recuperar a sua leveza e alegria tradicionais, mas sem abrir mão da competitividade.

Nesta entrevista exclusiva, o carnavalesco fala sobre a sua expectativa para o Carnaval 2020 na União da Ilha.

Como foi o convite para ir para a Ilha?

Eu fui pego de surpresa. O Djalma (Falcão, presidente) me ligou e chamou para me juntar ao time e pediu que eu batesse um papo com o Laíla. Conversei com ele ontem e firmamos a parceria.

Estou muito feliz por vários motivos. O primeiro, por trabalhar com o Laíla, o que eu já desejava há muitos anos. Ele é um mestre; sempre tive admiração pelo seu trabalho e desenvolver um projeto ao lado dele é um sonho. E por estar na Ilha, que é uma escola carinhosa, simpática e alegre. Eu precisava viver essa nova experiência. Estou muito feliz com a oportunidade e em fazer essa parceria com o Fran Sergio.

Você e Fran Sérgio já conversaram? Como será essa sinergia?

Ainda teremos uma reunião. Na cabeça do Laíla não existe divisão de tarefas. Tudo é conversado e decidido por nós três juntos. A escola ainda está procurando enredo. Esperamos um possível patrocínio, a se confirmar. Caso não saia, teremos um tema autoral. Temos uma reunião marcada para a semana que vem com toda a equipe para traçar todas as metas.

Vocês três têm uma marca em comum, que é um trabalho mais luxuoso. Mas a Ilha tem toda uma tradição de ser mais leve. Existe alguma diretriz sobre a linguagem que a escola levará para a avenida?

O desejo do Laíla é de justamente trazer de volta a alegria dos Carnavais da Ilha. Esse é o ponto mais importante para o desenvolvimento do enredo, qualquer que seja escolhido. O Laíla não abre mão de revivermos os Carnavais irreverentes da Ilha. Independentemente do enredo, vamos fazer um desfile dentro da essência da escola.

Apesar do luxo, você, na Imperatriz, já fez enredos com pegada mais popular.

Tive a oportunidade de fazer o Zico e o Zezé di Camargo e Luciano. É um perfil que me atrai. Gosto muito de mexer com a emoção no desenvolvimento dos enredos. Estamos precisando de uma mensagem positiva e alegre no Carnaval e com a Ilha, que já tem essa marca, será um casamento perfeito.

É o momento ideal para recuperarmos a leveza no Carnaval. Estamos vivendo muitas coisas difíceis. Cantar a alegria em uma escola que já representa isso é uma grande oportunidade.

O Carnaval tem esse dom, de fazer a vida ficar mais leve.

Sim. E nos últimos anos o Carnaval mostrou que ainda tem muita força de repercussão. Temos uma mídia espontânea que leva as mensagens a todo o mundo. Toda proposta que pudermos investir de trazer autoestima e alegria, é mais do que importante.

E ter a Ilha como fio condutor deste processo me inspira muito. O Laíla está disposto a fazer um Carnaval que leve a recordação dos áureos desfiles da União da Ilha, que permita os componentes cantarem e dançarem felizes na avenida.

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