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Imperatriz é salva do rebaixamento e presidente da Liesa renuncia ao cargo

Bruna Prado/UOL
Desfile da Imperatriz Leopoldinense Imagem: Bruna Prado/UOL
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

do UOL

2019-06-03T23:28:57

03/06/2019 23h28

O que se comentava nos bastidores do Carnaval nos últimos dias se tornou realidade: em plenária realizada na noite de hoje à noite, a Liga Independente das Escolas de Samba decidiu cancelar o rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense, que terminou o concurso de 2019 em penúltimo lugar. O Império Serrano, último colocado, será rebaixado para o Grupo de Acesso. A decisão motivou a renúncia do presidente da entidade, Jorge Castanheira.

"Estou me afastando porque não concordo com essa atitude de forma alguma. Dei minha palavra ao Ministério Público e não posso compactuar com essa decisão. Eu tenho compromissos com o público, com os contratos, inclusive da televisão. Como houve essa deliberação, estou saindo", afirmou Castanheira após a reunião.

A Liesa, por conta da virada de mesa do Carnaval passado, que salvou a Acadêmicos do Grande Rio do rebaixamento, firmou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o Ministério Público garantindo que o regulamento seria cumprido. Em caso de descumprimento, a entidade teria que pagar uma multa de R$ 750 mil.

O presidente da Liesa não entrou em muitos detalhes, mas deixou transparecer que a movimentação pela mudança no regulamento se deu por conta da mudança no comando da Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), responsável pelo Grupo de Acesso. A insegurança jurídica nesta liga teria motivado o pedido das escolas, que teve o apoio de Grande Rio, Unidos da Tijuca, Mocidade Independente, São Clemente, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Salgueiro e Estácio de Sá. Portela, Mangueira, Beija-Flor, Viradouro e Vila Isabel se manifestaram contra a manobra.

Castanheira também afirmou que os diretores da entidade são livres para decidir seu destino e permanecer na entidade. Patronos da Beija-Flor e Vila Isabel, respectivamente, Anísio Abraao David e Capitão Guimarães, dois dos mais tradicionais comandantes do Carnaval carioca, votaram contra a proposta.

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