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Assembleia da Liesa que definirá situação da Imperatriz acontecerá em 10/7

Desfile da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2019 - Júlio César Guimarães/UOL
Desfile da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2019 Imagem: Júlio César Guimarães/UOL
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

do UOL

28/06/2019 18h59

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou hoje que recebeu da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) toda a documentação relativa à ata da Assembleia Geral, realizada no dia 3 de junho e assinada na última quarta, e os ofícios das três escolas (Unidos da Tijuca, União da Ilha e Paraíso do Tuiuti) que exprimem suas mudanças de posicionamento na votação que decretou a permanência da Imperatriz Leopoldinense. Com a reviravolta, o placar a favor do rebaixamento marca 8 votos a 5.

A Liesa informou ao MP que a nova Assembleia já tem data marcada: dia 10 de julho. Neste dia, será realizada a votação definitiva sobre o tema. Hoje, também venceria a multa de R$ 750 mil, estipulada pelo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado entre MP e Liesa.

O promotor Rodrigo Terra, da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte informou que irá analisar a documentação enviada pela Liesa para "concluir se, a partir da atualização dos votos dessas agremiações, houve ou não o descumprimento do TAC", informa a nota enviada pelo Ministério Público.

Com isso, a tendência é que o MP aguarde a Assembleia do dia 10 para ter a certeza de que o TAC será cumprido. Caso não seja e a Imperatriz permaneça no Grupo Especial, a multa será cumprida e um processo na Justiça Comum será instaurado para que o resultado previsto em regulamento seja respeitado.

Caso a "virada de mesa" não se consume, a multa está cancelada.

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