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Anistia aponta quais vilões da Marvel mais violaram direitos humanos nos filmes

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Thanos empunha a Manopla do Infinito com as Joias do Poder e do Espaço no trailer de "Vingadores: Guerra Infinita" Imagem: Reprodução
do UOL

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

2019-04-25T14:08:12

25/04/2019 14h08

Quando entramos em uma sala de cinema ou abrimos um gibi, naturalmente nos deixamos levar pela fantasia sem pensar nas consequências que aquela história teria na vida real. Aproveitando o lançamento de "Vingadores: Ultimato", desfecho da saga criada pela Marvel no cinema, a Anistia Internacional fez um levantamento curioso sobre os filmes dos super-heróis: Quem violou mais os direitos humanos nos longas?

"Consultamos nossos especialistas internos da Marvel para examinar, de acordo com os conceitos reais de justiça internacional, os direitos humanos a partir dos históricos dos maiores vilões das séries", diz a publicação.

Os Kree - Acusados de genocídio e assassinato em massa

A publicação da Anistia aponta para os repetidos crimes cometidos por eles contra a humanidade com ataques generalizados e sistemáticos contra civis durante a paz ou tempos de guerra, além de tortura, desparecimentos forçados, assassinatos, escravidão e estupros.

Thanos - Crimes contra a humanidade, assassinato em masa, tortura, crimes de guerra e maus-tratos a prisioneiro de guerra

O texto, porém, pondera que o extermínio causado pelo estalar de dedos de Thanos em "Guerra Infinita" não se trata de um genocídio, e sim de um assassinato em massa.

"Embora essa atrocidade cometida por Thanos seja de longe a pior em termos de escala, seu ato de destruir metade do universo com um estalar de dedos foi, de fato, um ato de matança indiscriminada - não envolveu mirar ou destacar especificamente grupos", diz a publicação.

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Odin - desaparecimento forçado, possíveis crimes de guerra

A publicação da Anistia lembra bem que Odin não é retratado como um vilão, mas o Rei de Asgard cometeu sim algumas violações dos direitos humanos.

Em "Thor: Ragnarok", Odin foi pivô de uma sangrenta guerra para conquistar Os Nove Reinos. A matéria lembra que ele decidiu por prender Hela, sua primogênita.

"Sob a lei internacional, desaparecimentos forçados são uma detenção, prisão, sequestro ou privação de liberdade por agentes do Estado ou com a autorização do Estado, seguidos pela recusa em reconhecer a privação da liberdade ou pelo encobrimento do destino ou paradeiro da pessoa desaparecida".

Mais uma grave violação do Rei de Asgard, que, segundo a Anistia, "tem responsabilidade primária de proteger e defender os direitos humanos" como chefe de Estado.

"É por isso que a Anistia Internacional coloca uma ênfase maior no escrutínio das ações dos estados na defesa de direitos humanos, em vez de olhar para as ações de indivíduos ou grupos específicos", finaliza o texto.

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