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Tóquio-2020: Imprensa francesa tira o chapéu para medalhas de Rayssa Leal e Momiji Nishiya no skate

26/07/2021 06h44

Com apenas 13 anos, a japonesa Momiji Nishiya e a brasileira Rayssa Leal, "a fadinha do skate", conquistaram, respectivamente, as medalhas de ouro e prata na modalidade street nos Jogos de Tóquio, nesta segunda-feira (26). A proeza das jovens atletas é noticiada com destaque pelo jornal esportivo francês L'Equipe. O bronze ficou com outra japonesa, Funa Nakayama, de 16 anos. 

Com apenas 13 anos, a japonesa Momiji Nishiya e a brasileira Rayssa Leal, "a fadinha do skate", conquistaram, respectivamente, as medalhas de ouro e prata na modalidade street nos Jogos de Tóquio, nesta segunda-feira (26). A proeza das jovens atletas é noticiada com destaque pelo jornal esportivo francês L'Equipe. O bronze ficou com outra japonesa, Funa Nakayama, de 16 anos. 

"A juventude assumiu o poder na estreia histórica do skate nos Jogos de Tóquio", escreve o L'Equipe. O diário esportivo ressalta que a idade média das três medalhistas é de 14 anos. 

Antes das provas, a imprensa francesa já falava com admiração da atleta "prodígio" maranhense, número dois mundial na categoria. "Rayssa é uma estrela planetária", ressaltou o canal de notícias internacionais France 24 . No Twitter, internautas franceses compartilharam o sorriso de felicidade de Rayssa com sua medalha de prata em uma mão e o buquê de flores na outra. 

Na classificação final, Momiji somou 15.26 pontos, Rayssa ficou com 14.64 e Nakayama teve 14.49.

"Não caiu a ficha ainda sobre poder representar o Brasil e ser a mais nova a ganhar uma medalha. Estou muito feliz, esse dia vai ficar marcado na história", disse Rayssa após a conquista. "Eu tento ao máximo me divertir porque tenho certeza que se divertindo as coisas fluem", completou a medalhista de prata.

Essa foi a terceira medalha do Brasil na capital japonesa, e a segunda no skate. Na véspera, o paulista Kelvin Hoefler também foi prata na modalidade street, enquanto o gaúcho Daniel Cargnin ficou com o bronze no judô, na categoria até 66kg.

Aos 13 anos e 203 dias, além de ser a atleta mais jovem do Brasil numa edição dos Jogos Olímpicos, Rayssa se torna também a representante mais nova do país a conquistar uma medalha, e a terceira na história da Olimpíada.

Rayssa foi a única das três representantes brasileiras a avançar à final, disputada no Ariake Urban Sports Park. Letícia Bufoni e Pâmela Rosa ficaram em nono e 10º lugares, respectivamente, na fase de classificação, mas apenas as oito melhores seguiam para a disputa por medalhas.

Já Nishiya, prata no último Mundial da categoria e que completa 14 anos no dia 30 de agosto, não é a campeã mais jovem da história dos Jogos Olímpicos. O recorde de precocidade pertence desde 1936 à americana Marjorie Gestring, que foi foi ouro nos saltos ornamentais, na modalidade trampolim de 3m, aos 13 anos e 267 dias.

Novas modalidades

O skate é um dos cinco esportes que estreiam nessa edição dos Jogos Olímpicos, ao lado do surfe, escalada, caratê e beisebol. A modalidade entrou no programa olímpico de Tóquio-2020 como parte do projeto do Comitê Olímpico Internacional (COI) de rejuvenescer a audiência dos Jogos.

Das oito finalistas desta segunda-feira, seis tinham entre 13 e 20 anos. Duas modalidades do skate estão no programa: "street", que consiste em fazer manobras numa pista com elementos do mobiliário urbano encontrados nas ruas, como corrimões, lombadas, rampas ou escadas, por exemplo. Já no "park" as manobras são realizadas em"bowls", grandes bacias de concreto que podem ter até três metros de profundidade.

Com informações da AFP

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