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Bicicletas compartilhadas somem, e Grow encerra atividades temporariamente

Bicicletas da Yellow ficaram escassas nas ruas a partir de dezembro do ano passado - Divulgação
Bicicletas da Yellow ficaram escassas nas ruas a partir de dezembro do ano passado Imagem: Divulgação
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

do UOL

22/01/2020 15h46

Era perceptível desde o fim de 2019 que as bicicletas da Yellow (operadas pela Grow) estavam cada vez mais escassas nas ruas de São Paulo. A explicação veio hoje, depois de um questionamento feito pela coluna Pedala no começo da tarde da última segunda-feira (20). A Grow anunciou hoje uma reestruturação da empresa e, por isso, retirou as bicicletas das rua. Segundo a companhia, a medida é temporária.

"A decisão foi tomada para que a companhia promova um ajuste operacional e continue prestando serviços de forma estável, eficiente e segura", afirmou a Grow em nota.

A empresa frisou que as bicicletas serão submetidas a "um processo de checagem e verificação das condições de operação e segurança". Ressaltou também que "busca de parcerias públicas e privadas para fortalecer e expandir sua operação".

A Grow, que é uma fusão da Yellow e da Grin, disse ainda que as operações de patinetes serão encerradas em 14 cidades brasileiras. São elas: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Guarapari (ES), Porto Alegre (RS), Santos (SP), São Vicente (SP), São José dos Campos (SP), São José (SC), Torres (RS), Vitória (ES) e Vila Velha (ES). Ela continua normalmente em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).

Vale lembrar que o valor do aluguel dos patinetes é sete vezes maior. Nos últimos dias, a medida sem aviso da Grow, que pegou todos ciclistas de surpresa, afetou o bolso diretamente. Os gastos para quem opta pelos transportes da companhia aumentaram e muito.

Estas foram as perguntas feitas por mim, por e-mail (depois de um contato por WhatsApp), à Grow: 1) Qual é o motivo disso [do sumiço das bicicletas]? 2) A malha hoje tem quantas bikes? Quanto tinha há seis meses, por exemplo? 3) Há algum lugar para onde as bikes quebradas vão? 4) Como é o processo de manutenção e troca delas?

A assessoria de imprensa me prometeu as respostas para o dia seguinte. Depois, pediu mais 24 horas para enviar as respostas. Hoje, cobrei explicações. Sem avisar, emitiram o comunicado. Sem avisar. Assim como fizeram como seus clientes.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado, o nome da empresa que se juntou a Yellow para criar a Grow se chama Grin, e não Green. A informação foi corrigida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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