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Porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle muda versão

21/11/2019 12h44

SÃO PAULO, 21 NOV (ANSA) - O porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro voltou atrás e retirou o nome do presidente de seu depoimento nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL. Em uma nova declaração à Polícia Federal na última terça-feira (19), o porteiro disse que errou ao dizer anteriormente, em depoimento à Polícia Civil do Rio, que um dos principais suspeitos de matar Marielle, o ex-policial militar Elcio Queiroz, buscou a casa de Bolsonaro no dia do crime, em 2018. Na versão à Polícia Civil, o porteiro tinha contado que a entrada no condomínio tinha sido autorizada por alguém da casa de Bolsonaro e identificado como "Seu Jair". O funcionário tinha ressaltado, porém, que Elcio Queiroz, ao invés de entrar na casa do presidente, teria se dirigido à residência de Ronnie Lessa, que fica no mesmo condomínio. Lessa também é réu no caso.   


A mudança no depoimento do porteiro, que disse que errou ao anotar o número da casa do presidente no registro de entrada do local, é um novo capítulo nas investigações sobre a morte de Marielle, assassinada com três tiros na cabeça e um no pescoço, em 14 de março de 2018, quando também foi assassinado Anderson Pedro Mathias Gomes, motorista do veículo em que a vereadora se encontrava.   


No novo relato à PF, o porteiro disse que se sentiu confuso no depoimento à Polícia Civil. Na portaria do condomínio, uma anotação manual registrou a entrada de Élcio como visita para a casa 58, onde morava Bolsonaro - e não para a casa 65, de Lessa. No entanto, registros do mesmo dia da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro, na época deputado federal, estava em Brasília no momento da ligação na portaria. (ANSA)
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